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| Ano 11 - nº 89 - Fevereiro de 2012 - A revista do educador www.educacaomoral.org.br/reconstruir |
| Vamos Conversar? Cleide Arantes O ensino da matemática: "tirar" ao invés de "pôr" Partindo da prática docente, diremos que as aulas de matemática deveriam ser muito mais divertidas, trazendo situações criativas às mentes dos alunos. Partindo dos discentes, diremos que o empenho poderia ser melhor se movido com pelo interesse e motivação. Num país como o Brasil, onde a Educação não recebe a mesma atenção que outros assuntos, o espírito do fracasso escolar perambula nos corredores das escolas causando um enorme pavor e boa parte dos alunos acusa a matemática de megera, de vilã. As noções de matemática estão em nossas vidas muito mais do que imaginamos e vão continuar por muito tempo. A Matemática está “além dos muros” da escola, parafraseando Quintana. Formas geométricas, proporções, números, cálculos aparecem na vida para reforçar a presença dessas e de outras noções na natureza. Tudo está organizado de forma matemática! As aulas deveriam dar aos alunos a chance de perceberem o quanto a Matemática é fundamental para a vida. Refletindo sobre a nossa realidade e a herança que trazemos das aulas que tivemos, consideremos; algo tem que mudar! A prática docente deve estar comprometida com a mudança para gerar a transformação do indivíduo para um ser mais consciente e reflexivo. O professor que permite a investigação de outras possibilidades para resolver problemas matemáticos está contribuindo para o desenvolvimento desse aluno para que ele resolva outras situações em que a mesma noção volte a aparecer. Fazer “continhas” não me motiva. Devemos pensar em matemática de outra maneira que não seja reducionista. Qual, então, o ponto de partida para o professor? Usar o contexto da vivencia do aluno seria um bom começo. Buscar “tirar” ao invés de “pôr”. Buscar a relevância de tudo para realmente fazer sentido. Conceitos, ensinados de uma forma “engessada”, não permitem o trânsito de qualquer alternativa. Limita, pois, a criatividade. Um filme muito divertido é “No país da Matemática”, produção americana. Lá, o espírito da Matemática interage com o pato Donald contando como as noções matemáticas se interrelacionam. O círculo, o triângulo e o retângulo, intencionalmente posicionados, criam a figura de um pássaro. Frações criam música. Ritmo é matemática. Um pentagrama está repleto de matemática. A figura do retângulo representou a regra de ouro utilizada pelos gregos da antiguidade nas construções. A proporção contida na figura geométrica retangular pode se desdobrar ao infinito... Outra regra de ouro é a figura do espiral. Muitos elementos na natureza contêm a forma do espiral; algumas flores, o caracol... Criamos processos e estratégias matemáticas enquanto vivemos. Trazer para sala de aula questões de vida, e não da vida, pois a vida é uma só. Não vivemos lá e cá. Vivemos um todo complexo que tentamos entender à medida que insistimos em fazer a diferença somando e dividindo, multiplicando sempre. Cleide Arantes é Pedagoga e Professora de Educação Infantil. Interação |
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