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Vamos Conversar?

Ano 9 - nº 83 - 15 de junho de 2010

Bom ou mau aluno?

Luiza Aparecida da Costa*

É comum ouvirmos nas diretorias das escolas a seguinte frase: “Ele é inquieto mas é um bom aluno”. Essa frase é uma ilustração plena de que o bom não está relacionado com a disciplina como muitos associam. Ser “quieto” não significa ser bom aluno!

No entanto o que será ser mau aluno? Será que isto também está relacionado com disciplina? Ou apenas com nota?

Atualmente os docentes conseguem em fração de segundos definir um bom aluno, até porque é muito fácil! Um bom aluno seria aquele menino concentrado, que em hipótese nenhuma vai conversar durante a explicação porque ele está tão vidrado quanto o professor naquele assunto e nada, absolutamente nada vai quebrar sua atenção, muito pelo contrário, vai sentir junto com o professor aquela sensação de êxtase ao explicar de onde veio a equação da onda! Êxtase essa que parece que o professor entra em transe porque para ele aquelas contas, aquelas teorias, teoremas, definições, enfim, naquele momento fazem parte do assunto mais relevante que se pode tratar!

Bom aluno seria aquele que nunca se esquece de fazer as tarefas agendadas para casa, que não estuda na véspera da prova, aliás, o bom aluno desde o momento que se marca a data da prova ele já tem dúvidas para serem esclarecidas com relação ao conteúdo marcado. Sejamos coerentes! Esse aluno seria “o aluno” não é verdade!

Agora peça ao mesmo professor do parágrafo acima para lhe definir um mau aluno. Ele lhe poderia lhe responder rapidamente que o mau aluno seria o contrário de tudo que foi mencionado acima, ou lhe listar alguns tópicos referentes ao assunto, tais como: mau aluno seria aquele menino que sempre está atrasado com tudo, desde o horário até os trabalhos enviados para casa! Ele nunca tem a matéria em dia e quando a aula está sendo explicada ele está viajando em seus pensamentos que podem abordar diversos temas exceto o da aula. Também poderia ser considerado mau aluno aquele que sempre chega com sono e permanece com sono durante a aula mas quando resolve acordar e então interagir com o assunto abordado o professor chega à conclusão que seria melhor que ele continuasse dormindo. E só para concluir um mau aluno é um menino bagunceiro de notas ruins.

Muito bem, após os dois parágrafos acima, a pergunta é simples: Os fatos descritos acima são regras?

NÃO!!! Toda regra tem sua exceção! Portanto a conclusão é simples: não é possível rotular BOM e MAU aluno, somos humanos imperfeitos! E mais, as pessoas são diferentes umas das outras, e que bom que seja assim! Logo, dar aula para “BONS” alunos como foi descrito acima seria tão interessante quanto dar aula para robôs!

Imaginem uma sala apenas com “anjinhos” ou apenas com “capetinhas”, uma sala apenas com os “caras” que só tiram notão ou apenas com os “zerões” da turma!

Portanto, prefiro concluir que essa diversidade entre os alunos não deve ser vista pelos professores como um problema e sim como um desafio. Melhor do que ter um bom aluno será conseguir motivar um mau aluno.

Uma única conversa à mesa com um homem inteligente é melhor do que dez anos estudando simplesmente os livros. (Henry Wadsworth Longellow) Pensem nisso!!!

*Luiza Aparecida da Costa é mestranda em Estatística, formada em Matemática e graduanda em Física.

Artigo publicado originalmente em www.webartigos.com.

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Continue a leitura da Edição 83 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

   

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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