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Vamos Conversar? Ano 8 - nº 72 - 15 de maio de 2009 O que faz a diferença?*
Tive de esperar que a pesquisa científica ficasse suficientemente completa para escrever este livro (Inteligência Emocional. Essas intuições vêm com um certo atraso, em grande parte porque o lugar dos sentimentos na vida mental foi, ao longo dos anos, surpreendentemente desprezado pela pesquisa, fazendo das emoções um continente pouco explorado pela psicologia científica. O que podemos mudar para ajudar nossos filhos a se sentirem melhor? Que fatores entram em jogo, por exemplo, quando pessoas de alto QI malogram e aquelas com um QI mediano se saem surpreendentemente bem? Eu diria que o que faz a diferença são aptidões chamadas de inteligência emocional, as quais incluem autocontroile, zelo e persistência, e a capacidade de automotivação. E essas aptidões devem e podem ser ensinadas às crianças, na medida em que lhes proposrcionam a oportunidade de lançar mão de qualquer que seja o potencial intelectual que lhes tenha sido legado pela loteria genética. Além dessa possibilidade, estamos diante de um premente imperativo moral. Vivemos um momento em que os tecido social parece esgarçar-se com uma rapidez cada vez maior, em que o egoísmo, a violência e a mesquinhez de espírito parecem estar fazendo banir a bondade de nossas relações com o outro. Aqui, o argumento o argumento a favor da importância da inteligência emocional depende da ligação entre sentimento, caráter e instintos morais. Há crescentes indícios de que posturas éticas fundamentais na vida vêm de aptidões emocionais subjacentes. Por exemplo, o impulso é o veículo da emoção; a semente de todo impulso é um sentimento explodindo para expressar-se em ação. Os que estão à mercê dos impulsos - os que não têm autocontrole - sofrem de uma deficiência moral. A capacidade de controlar os impulsos é a base da força de vontade e do caráter. Justamente por isso, a raiz do altruísmo está na empatia, a capacidade de interpretar as emoções nos outros; sem a noção do que o outro necessita ou de seu desespero, o envolvimento é impossível. E se há duas posições morais que nossos tempos exigem são precisamente estas, autocontrole e piedade. *Texto extraído do livro "Inteligência Emocional". **Daniel Goleman é psicólogo, PHD pela Universidade de Harvard, escritor e consultor educacional e empresarial. .................................... Continue a leitura da Edição 72 da Revista ReConstruir.
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