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Vamos Conversar?

Ano 8 - nº 70 - 15 de março de 2009

Os pais distraídos

Lydiênio Barreto de Menezes*

Verificamos que em relação à vida e educação dos filhos, muitos pais andam inquietos e preocupados com muitas coisas a respeito de suas próprias vidas e de seus filhos, que pouco vão contribuir para o crescimento espiritual, quer seja individualmente ou do grupo familiar.

A necessiade de trabalhar fora, a realização profissional e o consumismo têm levado as pessoas a essa corrida desenfreada, olvidando a promoção da reforma moral.

Não é nosso propósito criticar quem sai para trabalhar, seja o homem ou a mulher, nem tampouco a busca da autorealização no campo profissional. O que não concordamos é a atitude de alguns pais que, para atenderem às necessidades do lar ou particulares, negligenciam quanto à educação de seus filhos, nunca encontrando tempo para a conversa amiga e esclarecedora. Em se tratando da educação dos filhos, a questão não é a quantidade de tempo a eles destinado e sim a sua qualidade. Dez minutos de uma boa conversa e, principlamente, de bons exemplos valem mais que uma convivência diária de um dia inteiro de indiferença ou de maus exemplos e, isso, é o que mais acontece.

Para ilustrar a importância do tempo em relação aos filhos, reproduzimos o texto abaixo, de autor desconhecido:

"Só uma vez teu filho terá 3 anos... E quererá sentar em teu colo. Só uma vez terá 5 anos... E desejará brincar contigo. Só uma vez teu filho terá 10 anos... E desejará ir ao teu trabalho. Só uma vez teu filho será adolescente... E precisará da tua compreensão. Só uma vez teu filho estará na universidade... E precisará do teu conselho. E se não estiveres com ele nesses momentos, estarás perdendo o teu filho".

É preciso, pois, valorizar cada minuto que estivermos em contato com nossos filhos, para tanto, teremos que renunciar, muitas vezes, o jogo de futebol de finais de semana, as rodadas de cerveja, os encontros com as amigas, as novelas dos horários nobres da televisão, e tantas outras atividades, para ficarmos um pouco mais com eles.

O psiquiatra e escritor Augusto Cury em seu livro "Pais Brilhantes, Professores Fascinantes", cuja leitura recomendamos, nos diz que:

"Há um mundo a ser descoberto dentro de cada criança e de cada jovem. Só não consegue descobri-lo quem está encarcerado dentro do seu próprio mundo. Pais e filhos vivem ilhados, raramente choram juntos e comentam sobre seus sonhos, mágoas, alegrias, frustrações. Nós nos tornamos máquinas de trabalhar e estamos transformando nossas crianças em máquinas de aprender".

Que os pais não descuidem de dar aos filhos o que é importante: educação, saúde, lazer. Mas não esqueçam que devem usar autoridade e disciplina, cumprindo sua missão de educadores.

*Lydiênio Barreto de Menezes é professor aposentado da rede pública de ensino do Rio de Janeiro e escritor.

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Continue a leitura da Edição 70 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

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