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Pensando a Educação

Ano 9 - nº 82 - 15 de maio de 2010

Ensinar com sabedoria

Você já teve alguma dificuldade para convencer seu filho a fazer alguma coisa que ele não desejava ou se sentia incapaz de fazer?

Em caso afirmativo, qual foi a tática usada para esse convencimento?

As respostas são as mais variadas possíveis, mas, geralmente, não usamos estratégias eficientes porque a nossa paciência não o permite.

Todavia, para que consigamos um resultado satisfatório na educação dos filhos, é preciso ensinar com sabedoria.

Uma pequena história de dois irmãos nos dará mostra disso.

O menino, parado diante da alta montanha, disse à irmã mais velha: “Não consigo subir este morro. É impossível! O que vai acontecer comigo? Vou passar a vida inteira aqui no pé do morro? Isso é terrível demais!”

“Que pena!” Disse a irmã.

“Mas olhe, maninho, descobri uma brincadeira ótima!”

No mesmo instante, pisou com força no solo e desafiou o irmão:

"Duvido que você consiga deixar uma pegada tão nítida, na terra, quanto a minha."

O menino aceitou o desafio e deu um passo à frente.

Colocou o pé no chão e respondeu com alegria:

“Veja! A minha pegada está igual à sua!”

“Você acha?” Perguntou a irmã.

“Olhe a minha de novo. Agora eu vou pisar mais fundo, porque sou mais pesada que você. Tente outra vez, e veja se consegue pisar mais forte”, continuou a irmã.

“Agora a minha está tão funda quanto a sua”, gritou o menino com alegria.

E, com satisfação continuou a dar passos e fazer pegadas cada vez mais fortes.

“Olhe, mana! Esta, esta e esta, estão o mais fundo possível.”

“É, está muito bom mesmo”, disse a irmã.

“Mas agora é minha vez, deixe eu tentar de novo e vamos ver.”

E eles continuaram, passo a passo, comparando as pegadas e rindo da nuvem de poeira que deixavam para trás.

Não demorou muito tempo e o menino olhou para cima.

“Ei”, disse ele, “nós estamos no alto do morro.”

“Nossa!” disse a irmã. “Estamos mesmo.”

A garota, usando a sabedoria, conseguiu convencer o irmão que não estava disposto a enfrentar a caminhada morro acima.

Sua tática foi a de caminhar à sua frente e desafiá-lo a fazer o mesmo, em forma de brincadeira.

Mas, ao contrário da sua atitude, muitos de nós usamos a maneira mais difícil, que é a do empurrão.

Desejamos que os filhos vençam as dificuldades e as limitações na base da chantagem ou do tradicional "sopapo".

Talvez esse seja o motivo pelo qual nossas tentativas muitas vezes não dão bom resultado.

Por essa razão, vale a pena pensar na melhor forma de conduzir nossos educandos para que eles consigam chegar ao ponto que desejamos, sem cicatrizes e sem traumas.

Pensemos nisso!

Fonte: www.momento.com.br

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Continue a leitura da Edição 82 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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