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Pensando a Educação

Ano 8 - nº 73 - 15 de junho de 2009

Atitude de hoje, mensagem para o amanhã

Quem observe esses frágeis seres que abrem seus olhinhos curiosos para o cenário do mundo, logo percebe como eles dependem dos adultos.

Bebês, pequeninos, com o aroma da inocência aureolando-lhes as ações, andam na terra em busca de carinho. Parecem avezitas implumes, tal sua delicadeza e fragilidade.

Às vezes, as vemos colocando suas mãozinhas nas pernas dos adultos, batendo de leve com seus dedinhos miúdos, erguendo os bracinhos a dizer sem palavras: "quero colo."

As crianças expressam assim seu desejo de serem carregadas. Desejo que é repelido com expressões grosseiras como: "não te pego no colo, não. Vai andar! Quis vir junto, pois agora ande. Do contrário, poderia ter ficado em casa."

Isso cai sobre a cabecinha da criança como uma bomba. Não percebem os que assim agem que o pequerrucho tem menos resistência, fatigando-o o esforço contínuo da caminhada.

Dirão que a criança pula, corre, e brinca o dia todo, que, se tem energia para brincadeira, também deverá ter para andar.

Ora, na brincadeira a criança está tendo a recompensa do prazer. Ela brinca até cansar e ao se sentir exausta, pára.

Já não nos demos conta como mesmo o bebê de poucos meses, parece por vezes "desligar"? É o período de calmaria, de repouso, que ele busca.

A caminhada contínua, onde não lhe é permitido parar para observar o cachorro que late, o brinquedo colorido na vitrine vistosa, o movimento das pessoas que circulam rápido, faz com que ela se canse com maior rapidez.

Sem se falar que, normalmente, os adultos esquecem que os pequenos estão juntos, e andam a passo acelerado, obrigando-os a quase correr para os acompanhar.

Outra situação que se repete com constância é a de crianças, no seu período de imitação, desejarem ser a cabeleireira da mãe.

Munidas de escova e pente, elas tentam criar o penteado que sua mente cataloga como maravilhoso. O que conseguem, em verdade, é despentear.

Mas elas insistem, põem a ponta da linguinha para fora da boca, demonstrando o esforço e alisam os cabelos com suas mãos. Satisfeitas, exclamam: "pronto."

Quantas vezes todo esse cuidado é repelido com as desculpas de "vai estragar o meu penteado." Ou "não tenho tempo para perder."

Atitudes repetidas desta natureza terminam por passar para a criança que o sofrimento do outro, como o seu cansaço, não importa. O lema é: "cada um por si."

Igualmente a ensinarão que carinho é perda de tempo e a aparência vale mais do que ele.

Não nos admiremos se, no futuro, nos depararmos com adolescentes frios e adultos indiferentes.

Pessoas que prezarão somente o seu bem-estar, seu conforto pessoal, não se importando com a família, amigos ou colegas.

Nas relações humanas, como tudo na vida, a questão é de aprendizado e de semeadura.

Você sabia?

Você sabia que até aos 7 anos de idade a criança é mais suscetível às mensagens que objetivam a educação?

E que a educação integral compreende, não somente o comportamento social, as boas maneiras, a conduta reta, mas também a questão afetiva, emocional e espiritual?

Assim, não desprezemos as carícias da criança. Dia virá, dobrados os anos, em que ansiaremos por quem se aproxime de nós, nos alise os poucos cabelos brancos.

Alguém que disponha de seu tempo para colocar sua cabeça junto à nossa e perguntar: "Como vai minha velhinha, hoje? Está cansada? Quer um carinho?"

Fonte: www.momento.com.br

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Continue a leitura da Edição 73 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

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