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Os educadores Da Redação Nathalie De Etievan: educadora do corpo e do coração
(...)
o exagero nunca é o justo. A verdade está sempre em algo medido,
equilibrado. Do mesmo modo, a educação dirigida só à mente e ao
corpo não é equilibrada porque se esquece de um fator
importantíssimo: a educação do sentimento. Nosso desejo é ajudar
esse fator de equilíbrio, contribuindo, assim, para que se
reencontre um lugar justo entre dois exageros”.
Nathalie
De Salzmann de Etievan nasceu na Georgia, em 1910. Foi educada na
Suíça e na França. Viveu no Rio de Janeiro e radicou-se na
Venezuela desde 1950. Faleceu em julho de 2007.
Seu modelo pedagógico foi implantado em vários países da América
Latina.
Linha pedagógica Seguidora
do mestre George Ivanovich Gurdjieff (1866/1949), propõe uma
educação baseada na integração do corpo físico, da emoção e da
vontade. A
princípio, pode-se dizer que Gurdjieff investigou o que chama de
"máquina humana" sob o ponto o de vista da totalidade de
seus centros - o motor, o instintivo, o emocional e o intelectual -
harmonizando os diversos aspectos do ser. Neste ponto, é fundamental
desenvolver o "conhecimento de si", por meio da "observação
de si", o que ajuda o homem a conhecer a si mesmo.
Formação
e personalidade Jornalista,
tradutora, piloto, pintora de mérito reconhecido em várias
exposições, ela é, sobretudo, uma educadora. De caráter vigoroso
e afirmativo, possuidora de uma rara capacidade para compreender e
comunicar-se com as pessoas, ela dificilmente passa desapercebida
pelas suas experiências de muitos anos de trabalho com crianças,
jovens e adultos.
Nos
colégios fundados e dirigidos por ela na Venezuela, na Colômbia, no
Peru e no Chile, grupos de pais e professores se esforçam para
tornar realidade este modelo educacional, o primeiro surgido de uma
experiência latino-americana: "Uma direção e uma esperança.
Ela não nos deu receitas. Propõe orientações claras. Despertou em
nós o entusiasmo para tentar uma e mil vezes por nós mesmos, e
assim aprender por meio de nossa própria experiência. A educadora
nos mostrou que a educação do sentimento, tão descuidada hoje em
dia, é fundamental; que não é um pai ou um professor aquele que já
sabe, mas sim todo aquele que procura estar completamente atento e
aberto ao aprendizado; que não podemos pedir nada a nossos filhos ou
a nossos alunos, se antes não o tivermos exigido, com honestidade,
de nós mesmos”.
Para
Nathalie De Salzmann de Etievan educar é, sobretudo, compartilhar
uma busca atenta, ativa, entusiasta, com os próprios alunos. Nem uma
elucubração teórica, nem um receituário de soluções, mas numa
coerente concepção do homem e em sua possibilidade de
desenvolvimento harmonioso.
Temas
desenvolvidos pela educadora A
atenção, a autoconfiança, o senso de responsabilidade, a educação
da vontade, a educação do sentimento, a educação sexual, as
qualidades de um educador, o castigo, o respeito, problemas da vida
moderna, a televisão, as drogas, a violência, como lidar com os
caprichos, a vaidade, a inveja, a mentira, a destrutividade, o roubo,
as crianças-problema, a educação da criança como ser humano com
direito a viver mais completamente e a amar.
Sua primeira escola e suas obras Durante
mais de trinta e cinco anos, Nathalie Salzmann trabalhou ativa e
praticamente com educação. Fundou em 1972 sua primeira escola para
crianças, o Colégio Los Hipocampitos, na Venezuela e pode constatar
os sofrimentos, as dificuldades e as carências das crianças.
Seu
primeiro livro, "Não saber é formidável!" tem a
finalidade de ajudar aos pais, professores e educadores na tarefa
difícil de educar, compartilhando com eles uma nova forma de
aproximar-se e tratar com as crianças. Constitui o resultado de uma
busca para tratar de ajudar e não para "ditar cátedra".
Mais
tarde, publica o livro “Cada um deita na cama que faz”,
sobre a relação do casal que precisa estar em harmonia para
construir um convívio harmonioso igualmente com os filhos. A
educadora se deu conta que quase todas as dificuldades das crianças
provêm das dificuldades de seus pais, consigo mesmos, com os
problemas da vida e por uma má relação do casal. Em suas palavras:
“Não existem crianças- problema, mas sim, pais-problema”. Cada
vez que surge uma dificuldade em casa, a criança expressa na escola
de uma ou outra maneira, cada uma de acordo com sua forma de ser.
A
educadora, em seu terceiro livro “Quando eu não sei”
apresenta sua percepção e análise sobre a humanidade e as
constantes alterações que de certa forma influenciam algumas
atitudes dos jovens que, em suas palavras “não estão acostumados
a assumir suas responsabilidades e nem a colocar sobre seus ombros o
peso das dificuldades. Essa situação traz como resultado a
tentativa de evasão, recrudescimento no uso de drogas, indiferença
e abandono”. 
Proposta de superação Nathalie
De Salzmann decide ajudar aos casais, tratar de ver, com ambos,
realmente onde estão as dificuldades e como é possível ajudar.
Durante mais de vinte e cinco anos ela se reúne toda semana com
muitos casais. Casais de diferentes condições sociais, de
diferentes países, com níveis culturais distintos; que, porém,
tinham em comum o desejo e uma necessidade de melhorar a sua relação.
Reuniu-se com psiquiatras e psicólogos para compartilhar informações
e começou a dar ciclos de palestras e workshops, em vários países
latino-americanos, nos Estados Unidos e na Europa, a casais
interessados em ter uma relação mais harmoniosa.
Lnha filosófica - Empenho em mostrar
o estado atual das coisas, numa linguagem simples e sem disfarces.
- Uma imperiosa e
necessária educação destinada a despertar a consciência, a
infundir nas crianças a confiança em si mesmas para enfrentar a
vida, responsabilizar-se e utilizar sua inteligência conjuntamente
com seus sentimentos.
- Educadores
absolutamente dedicados à sua profissão, com um profundo interesse
naquilo que estão fazendo e incondicionalmente decididos a aprender
tanto quanto a ensinar, a fim de ser mais e, por conseguinte, poder
dar mais.
- Professores com
uma abertura especial para as crianças, um afeto, um amor. Ajudar um
ser humano a transformar-se, a converter-se de criança em homem
verdadeiro, é a maior ajuda que se pode dar à humanidade e, ao
mesmo tempo, proporciona à pessoa cuja vocação é educar a
felicidade mais profunda que existe na vida.
- Educar, de uma
maneira realmente integral, em que educar e aprender não é apenas
uma parte da vida, mas a própria vida, impõe certas condições, e,
portanto, são talvez poucas as pessoas a quem possamos interessar no
sentido de trabalhar dessa forma.
Nas
palavras de Nathalie De Salzmann: “Isto que estamos
propondo vem a ser, em essência, um verdadeiro sacerdócio. Fazemos
um chamado para unirem-se a nós todos (...) aqueles que se
interessem em ampliar sua inteligência e sua possibilidade de amar,
e tenham algo positivo a dar às crianças”.
Sistema Etievan, por
Nathalie De Salzmann A primeira proposta
de Etievan como modelo educacional é uma educação que visa a
sensibilização, para incutir nas crianças a auto-confiança para
enfrentar a vida, assumir a responsabilidade e use sua inteligência,
juntamente com seus sentimentos. Neste modelo diz que os fatores
acima e a harmonia de suas manifestações pode determinar a
qualidade do ser humano, seu cumprimento e seu nível de
contribuição. Portanto, se a educação enfatiza um ou dois desses
fatores será incompleta.
Assim,
uma definição consistente de educação seria "a educação
deve ser um processo pelo qual se trata de desenvolver uma forma
abrangente e equilibrada, mente, sentimentos e do corpo" (De
Salzman, 1989).
Este
desenvolvimento do processo de aprender é contínuo. Há sempre algo
novo para aprender.
Existe
a possibilidade de que as coisas podem ser feitas melhor do que o que
já fizeram até agora.
Isto
implica que os hábitos são alterados para dar inter soluções
criativas. Implica a possibilidade de todos os conhecimentos e os
meios de aprendizagem e compreensão de que a educação é viver a
vida ao mesmo tempo.
Com
esta visão, o professor aprende ao ensinar.
Se
você pensar em uma ideia, e honestamente começar a ver o que está
faltando, e, em seguida, exortar as perguntas, as perguntas podem ir
para si e para os estudantes.
Toda
grande descoberta deu início a uma pergunta e um novo conceito de
educação pode começar!
Este é
o lugar onde o conceito de liberdade começa.
Liberdade
de pensar é para o aluno e o professor. Expressar sua opinião, suas
dúvidas e perguntas.
Liberdade
para perceber que “não saber” não é limitante, mas uma
abertura para querer aprender, para conhecer.
Portanto,
não saber é formidável, porque dá a oportunidade de aprender.
(Em
Salzman, 1989).
Amar o esforço e o desafio Este é um dos
princípios. Ensine a criança o amor ao esforço. As condições
mencionadas são para ser estimulantes. Fazendo com alegria. Você
sabe que é interessante fazer, então, é importante.
A
maneira de fazer é em forma de desafio, tocando seu sentimento.
“Quem
pode fazer isso...?”, o objetivo é incutir a confiança na criança
e o amor a si mesmo pelo esforço.
O amor ao trabalho Este conceito está
na ideia de guia para o trabalho como algo agradável e bom. De
orientar para executar tarefas de uma forma humana, chamar o filho
para o “espírito de luta” e o desejo de superar suas fraquezas.
Entre
elas está a preguiça, sempre dizer não a ela.
O desenvolvimento da atenção plena Esta habilidade é a
base da educação.
Atenção
que pode ter por um momento em algo e mantê-lo. Sabemos que neste
modelo, a criança tem uma atenção fugaz, ela não controla.
O
desenvolvimento dos cuidados com a atenção é um requisito para a
disciplina da inteligência, sentimentos e capacidades físicas da
criança, a fim de alcançar a “força” de concentração para
enfrentar a vida. Aplicada ao estudo, permitirá que aprendamos e a
nos lembrar de algo em menos tempo.
Educação não competitiva Aqui é enfatizado
que o objetivo não deve ser colocado em algo externo como o
“prêmio”, mas na satisfação profunda de algo bem feito.
Diz-se
que a concorrência traz o egoísmo nas crianças, a negação do
outro e a vaidade, ou o sentimento de derrota ou de fracasso.
Eles
devem ser ensinados de forma que o que você competir é um meio e
não um fim.
O
importante é tentar, porque é o que alimenta o interesse e
permite-lhes o poder.
Educação da vontade Diz-se que a vontade
é um profundo senso de dever, que uma vez concluído, dá algo de
volta, mas não material. A vontade traz apenas a satisfação de
dever cumprido e um senso de integridade pessoal que faz você mais
forte e fiel a quem você se sente.
Através
do desenvolvimento da vontade despertamos nas crianças o sentimento
de que se ela quiser, ela pode obter essa conquista.
Educação para a vida A vida exige um
monte de gente.
A
criança, como um adulto futuro, deve estar preparada não só para
atender suas próprias necessidades, mas para realmente ajudar sua
comunidade.
Portanto,
se o homem precisa comer deve saber como cozinhar, se você tiver um
orçamento grande ou pequeno, você ganha experiência em que é
dado.
Produtos
agrícolas e pecuários que deseja consumir, deve saber como
obtê-los, conhecer a terra, observar sua fertilidade, entrar em
contato com os animais, cuidar, interagir com eles.
É
essencial ao treinamento físico, para se preparar e aprender a
exercitar o corpo através do esporte.
A
criança deve saber como seu corpo funciona, aprender os primeiros
socorros. A criança deve aprender as artes marciais para se
defender.
Tudo
isto a coloca em contato com a vida, com segurança, para descobrir
verdadeiros interesses e habilidades, e, assim, a sua vocação
profissional e, posteriormente, será o resultado da experiência
direta com a realidade.
Localizando
o contexto social e histórico. Segundo o originador dessas ideias
(Gurdjieff) esses fundamentos nos aproximam do "status dever"
que foi proposto e que de alguma forma se manifesta em sua visão de
mundo e que o modelo educacional, de que faz uma proclamação, deve
ser feito na educação para aumentar a conscientização.
Carta aos leitores, por Nathalie de Salzmann: Desde muito pequena
fui educada de acordo com as ideias de G. I. Gurdjieff, expressas no
livro Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido de P. D. Ouspensky.
Este ensinamento
despertou em mim um profundo interesse em buscar uma forma de educar
que ajudasse a criança a despertar sua consciência e a desenvolver
seu sentimento. (...)
Por outro lado,
quero ressaltar aqui que meu caráter é um só, com marcada
tendência para o categórico. Algo disto se notará em minhas
palavras. Gostaria que vocês, (...), colocassem as coisas em seus
lugares.
Esses exageros ou
maneiras absolutas de dizer as coisas não revelam nenhuma violência
ou negatividade da minha parte, senão, pelo contrário, um sincero
desejo pelo bem de todos e uma profunda convicção de que isto é
possível.
Obrigada,
Nathalie De Etievan
Fontes de pesquisa Linha Pedagógica http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Ivanovich_Gurdjieff www.horus.com.br
Proposta
de superação http://www.horuseditora.com.br/cada_um.htm
Sistema
Etievan http://laeducacionalternativa.blogspot.com/2007/12/sistema-etievan.html
Cartas aos Leitores http://horuseditora.com.br/nao_saber.htm#trecho
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