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Os Educadores Ano 8 - nº 74 - 15 de julho de 2009 Leo Buscaglia, o professor do amor da Redação
Leo Buscaglia foi docente no Departamento de Educação Especial da Universidade do Sul da Califórnia. No final dos anos 1960 sua vida teve uma grande transformação quando uma de suas alunas cometeu suicídio. Até então ele apenas a enxergara como mais uma aluna, um par de olhos no grande auditório, mas a notícia de seu ato contra a vida teve grande impacto sobre ele, que se perguntou: "O que estamos fazendo? Enchendo as pessoas de informações e esquecendo que são seres humanos?". A partir desse acontecimento ele convenceu a reitoria da Universidade em abrir uma classe intitulada "Amor 1A". Foi assim que Leo Buscaglia passou a ser conhecido como o professor do amor. Suas turmas chegavam a duzentos alunos, num curso de duração anual, onde o conteúdo curricular era construído por todos, com palestras, depoimentos, diálogos intensos sobre o amor e a vida. A lista de espera para particpação no curso era de mais de seiscentos alunos. Buscaglia nunca afirmou ter ensinado seus alunos sobre o amor, mas apenas que facilitou o entendimento deles sobre o tema, acrescentando que ele mesmo aprendeu tanto quanto qualquer um. Certa vez uma sua palestra sobre o tema foi gravada e retransmitida depois pelo rádio e tevê, causando boa repercussão, para espanto daqueles que não acreditavam no trabalho acadêmico realizado pelo professor do amor. Ele compareceu a programas de televisão e encantou o público, conseguindo o mesmo sucesso de "tocar as pessoas emocionalmente" como acontecia na sala de aula. Daí por diante ele frequentou os "talk shows" e passou a escrever, tendo vários livros publicados, chegando a ter cinco títulos entre os mais vendidos. "Vida é o nosso maior poder e amor a sua maior afirmação". O
líder da vida Sua mensagem era simples, mas entregue num estilo dinâmico, o que cativava a todos. Sua
vida Sua infância, da qual ele sempre se serviu para ilustrar suas falas, foi intensamente passada na escola, onde sempre gostou de exercer o papel de professor junto de seus colegas. Tinha mesmo predileção pelo convívio escolar aos jogos e brinquedos. Ele serviu na marinha norte-americana durante a 2ª Guerra Mundial, mas não chegou a entrar em combate, mas certamente viu as funestas consequências da guerra sobre o ser humano ao desempenhar suas funções no hospital militar, ajudando a reconstruir seres humanos com seus corpos despedaçados. Após a guerra seguiu para a Universidade do Sul da Califórnia, onde recebeu seu diploma de bacharel, mestre e doutor, e mais tarde tornou-se um membro da universidade. Após sua aposentadoria o reitor nomeou Buscaglia professor universitário em geral, um título honorário detido por raros professores. Suas dinâmicas na classe "Amor A1" e o conteúdo inovador nunca tinham sido vistas nos círculos educacionais, levando-o a tornar-se popular, tendo que aceitar pedidos de palestras de universidades e empresas. “Talvez a essência da educação não seja entupi-los (os alunos) de fatos, e sim ajudá-los a descobrir a sua singularidade, ensinar-lhes a desenvolvê-la e depois mostrar-lhes como doá-la.”
Na década de 1980 suas aparições televisivas abriram caminho para o aparecimento de muitos oradores motivacionais. Buscaglia nunca se considerou um deles, assim como nunca escreveu para fazer auto-ajuda, pois considerava todos os seus livros de cunho educacional. Em 1998, quando faleceu, tinha vendido mais de 11 milhões de cópias dos seus livros, somente nos Estados Unidos. O estudo do amor o trouxe para o estudo da vida. Foi assim que assumiu durante muitos anos uma coluna sobre o amor e o ser humano no jornal The New York Times. Antes de falecer, aos 78 anos, por ataque cardíaco, criou em 1984 a Fundação Felice (do seu nome completo Leo Felice Buscaglia), que tem por objetivo dar apoio e atenção especial para aqueles que se dedicam ao aprimoramento pessoal na dinâmica de ajudar ao próximo. A Fundação Leo Buscaglia, como se chama atualmente, está estruturada em torno da dinâmica de partilhar e dar. Livros >>
Amando Uns aos Outros. “Como professores temos que acreditar na mudança, temos que saber que é possível, do contrário não estaríamos ensinando, pois a educação é um constante processo de modificação.” .................................... Continue a leitura da Edição 74 da Revista ReConstruir.
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