Edições anteriores
Quem somos
Nossa palavra
Ibem on line
Observatório
Expediente
Família
Atualidade
Fale conosco
Agenda
Entrevista
Olhar crítico
Pelos caminhos da educação
Contando história
Pensando a educação
Aprendendo educar
Atividades educacionais
Vamos conversar?
Os educadores
Literando
Experiências que dão certo
Eduquemo-nos
Gestão
Especial
Cartas dos Leitores
Link patrocinado
Página principal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olhar Crítico

Ano 9 - nº 83 - 15 de junho de 2010

Inteligência emocional e pedagogia da sensibilidade

da Redação

Inteligência Emocional
Um novo tema está ocupando a ordem do dia nas empresas e, pouco a pouco, nas escolas: a inteligência emocional. Não é uma novidade. Na década de sessenta vários psicólogos e educadores trabalharam a educação afetiva, mas agora o conceito é diferente, está alicerçado nas descobertas científicas sobre as funções cerebrais e os estímulos neuronais, chegando-se à conclusão da existência de dois coeficientes de medição do ser humano: o coeficiente intelectual, conhecido como Q.I., e o coeficiente emocional, chamado Q.E. O pai desse novo tema é o psicólogo e jornalista americano Daniel Goleman ("Inteligência Emocional", Editora Objetiva). Para melhor compreensão, vamos resumir suas idéias principais.
O homem é dotado, além da inteligência, também de emoções, que podem ser positivas (alegria, bem estar, etc.) e negativas (raiva, ciúme, etc.), já estando cientificamente comprovado que as emoções afetam o comportamento biológico do ser, além de seu comportamento moral.
Inteligente emocional é o indivíduo que sabe trabalhar suas emoções, que sabe reconhecê-las, controlá-las e utilizá-las com melhor proveito na vida, tornando os relacionamentos pessoais mais ricos.
A inteligência emocional (Q.E.) mais a inteligência cognitiva (Q.I.) promovem o ser integral.
A inteligência emocional pode ser resumida no "conhece-te a ti mesmo", através da autoobservação, levando à autoconsciência. Segundo Goleman, "quanto mais consciente estivermos acerca de nossas próprias emoções, mais facilmente poderemos entender o sentimento alheio". Isso se chama empatia.
A empatia leva o ser a realizar o "contágio emocional", quando transmitimos e captamos modos uns dos outros, promovendo o relacionamento interpessoal, detectado quando descobrimos no indivíduo a capacidade de organizar grupos, negociar soluções, realizar ligações pessoais e fazer análises sociais.
As emoções podem ser ensinadas das seguintes maneiras:

  1. trabalhando os sentimentos, nossos e os que irrompem nos relacionamentos;

  2. utilizando das tensões e traumas da vida das crianças como tema do dia;

  3. elevando o nível de competência social e emocional nas crianças;

  4. resolvendo conflitos; e

  5. desenvolvendo aptidões emocionais.

Goleman propõe, com base em diversas experiências realizadas em escolas americanas, a seguinte metodologia:

  1. No pré-escolar: lições básicas de autoconsciência, relacionamentos e processo de decisão.

  2. Da 1a à 4a séries: lições de associação de sentimentos e ajuda na empatia.

  3. Da 5a à 8a série: lições de empatia, controle de impulsos, de amizade e sobre as tentações e pressões do sexo, drogas ou bebidas.

  4. No 2o grau: lições enfatizando a capacidade de adotar múltiplas perspectivas - a nossa e a dos outros envolvidos - diante das realidades sociais.

E afirma: "A disponibilidade da criança para a aprendizagem escolar depende demais da aquisição de algumas dessas aptidões emocionais básicas. Os anos que antecedem a ida para a escola são cruciais para deitar as bases das aptidões."
A partir da inteligência emocional, desenvolvemos a Pedagogia da Sensibilidade.

Pedagogia da Sensibilidade
A palavra sensibilidade possui o significado de "faculdade de sentir; sentimento; faculdade de experimentar sentimentos de humanidade, ternura, simpatia".
Também possui o conceito de "compaixão; emoção; sentimento; afetividade"
Nos dias atuais percebemos o educando insensível para consigo mesmo e para com a vida, com graves problemas estruturais psicológicos, carente de afeto e com imensa dificuldade de expressar seus sentimentos, apesar de possuir facilidades para aquisição do conhecimento cultural e desenvolvimento da sua capacidade intelectiva.
Faze-lo sentir-se enquanto ser integral que é, experimentando sentimentos de humanidade, relacionando-se de forma equilibrada com os outros e com o mundo, é a finalidade maior da Pedagogia da Sensibilidade.
O educando deve possuir todo o conhecimento e todas as virtudes, que nada mais são do que "o conjunto das qualidades morais", conjunto esse que pertence ao ser como potencialidades, e que ele desenvolve na medida em que conhece e compreende.
O educando deve trabalhar os sentimentos para:

  1. estar ligado ao ambiente em que vive;

  2. elaborar conceitos éticos;

  3. incorporá-los ao patrimônio psíquico; e

  4. realizar a aquisição do senso moral.

Sabemos que não basta o conhecimento, a informação cultural, se esse conhecimento não alavancar a conquista de si mesmo, não desenvolver os sentimentos, não desenvolver o senso moral.
E qual o melhor período da existência para trabalharmos a educação dos sentimentos? É a infância, fase vital de aprendizado.
Somos portadores de experiências de vida, de aquisições culturais e éticas de repercussão profunda no psiquismo, liberadas através das tendências de caráter, passíveis de serem trabalhadas pela educação através da influência dos pais, dos responsáveis, dos professores e da sociedade.
Para que essa educação dos sentimentos se realize dependemos:

  1. do ambiente em que vivemos (natural e social);

  2. das influências que recebemos (do meio, dos outros, da sociedade);

  3. das prioridades escolhidas (uso do livre-arbítrio); e

  4. do esforço da auto-educação (querer, saber, poder).

Que valores trabalha a Pedagogia da Sensibilidade? Como trabalhar esses valores na escola? Visando a educação integral do homem, os valores a serem trabalhados são todos aqueles que fazem parte de si mesmo e da vida.
Podemos apresentar o seguinte quadro sintético dos valores humanos:

  1. Valores Físicos: Corpo, Atividades Físicas.

  2. Valores Intelectuais: Economia, Política, Cultura, Ciências.

  3. Valores Morais: Sentimentos, Sociedade, Artes, Virtudes, Família.

  4. Valores Espirituais: Religiosidade.

Os valores morais e espirituais, de ordem superior, devem orientar os valores físicos e intelectuais, mas todos necessitam ser trabalhados em conjunto, pois fazem parte de um mesmo sistema, que é a educação.
A visão da Pedagogia da Sensibilidade é a mesma de Pestalozzi:
"A educação é o desenvolvimento harmônico das potencialidades do homem."
Os valores físicos, intelectuais, morais e espirituais formam um sistema, abrangendo o todo humano, motivo pelo qual devem ser trabalhados de forma integrada através das Áreas de Estudo e de todas as demais atividades pedagógicas desenvolvidas pela Escola do Sentimento (proposta escolar que não abordaremos neste artigo). Entretanto, numa escala de hierarquia didática, podemos dizer que os valores morais e espirituais se sobrepõem aos valores físicos e intelectuais, pois deve o senso moral coordenar o uso da inteligência.
Todo o desenvolvimento humano está subordinado à formação integral do homem.
Esse é o princípio básico e, em consequência, do trabalho a ser realizado pela Escola.

....................................

Continue a leitura da Edição 83 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IBEM
Conheça a educação moral e a cultura da paz.
www.educacaomoral.org.br

ReConstruir
A revista do educador, mensalmente on line.
www.educacaomoral.org.br/reconstruir

Marcus De Mario
Livros, palestras, seminários, oficinas de vivências.
www.marcusdemario.com.br

Análise e Crítica
Blog de Marcus De Mario sobre assuntos atuais.
http://analiseecritica.blogspot.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ReConstruir
Publicação eletrônica do Instituto Brasileiro de Educação Moral
Todos os direitos reservados