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Olhar Crítico Ano 8 - nº 71 - 15 de abril de 2009 Uma educação que constrói a paz e a solidariedade da Redação
Advertência verbal, por escrito, suspensão e, finalmente, expulsão, ou pedido para os pais fazerem a transferência para outro estabelecimento de ensino. Esse quadro é por demais conhecido no ensino brasileiro, que há décadas utiliza esse sistema para tratar os alunos que "saem da linha", que não sabem conduzir-se de acordo com as regras estabelecidas. Há décadas a escola trata os alunos com violência, mas o assunto que mais ocupa a mídia, professores e especialistas é a violência dos jovens no ambiente escolar. Fala-se numa geração agressora, que não sabe respeitar limites, que vandaliza o ambiente físico da escola, que desrespeita o professor, que desobedece os pais, que pratica agressão física e moral contra os colegas. Não seria uma revolta contra a ditadura professoral, contra um ensino burocrático, contra uma escola fria e passiva? Há, evidentemente, um abismo entre escola e família, entre ensino e vida, entre aluno e professor. Claro, isso não pode servir de justificativa para atitudes violentas, para irresponsabilidades por parte dos estudantes, mas as dificuldades dos tempos atuais em ensinar têm muito da história do ensino brasileiro. O que fazer? Trabalhar pela paz, pela solidariedade, pela justiça social e equilíbrio do meio ambiente. Essa é a proposta do Programa Vivendo Sempre em Paz, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Educação Moral. É um projeto pedagógico de aplicação contínua para que todos tenham uma vida mais feliz. Consistindo em levar a todas as escolas, públicas e particulares, e também organizações não governamentais, atividades sobre a paz, a justiça social e o equilíbrio do meio ambiente para uma vida melhor e mais feliz, envolvendo professores, pais e alunos, o Programa Vivendo Sempre em Paz, através do lançamento do livro Paz na Escola, Paz no Mundo, leva professores, pais, alunos e funcionários a reformularem o seu modus vivendi, para termos um mundo melhor, sem violência. As escolas e organizações são considerados espaços para atividades contínuas de vivência da paz e de solidariedade humana, estabelecendo novos paradigmas familiares e sociais. São
objetivos do programa: Segundo Ronaldo Gomes, diretor do IBEM, no início o Programa Vivendo Sempre em Paz funcionava com o cadastramento das escolas e organizações interessadas, que recebiam periodicamente o Caderno de Atividades Educacionais sobre a Paz. Com o aumento do volume de participações - mais de 250 escolas em todo o Brasil -, os Cadernos foram revisados e unificados em um único volume, dando origem ao livro Paz na Escola, Paz no Mundo. Hoje não há mais necessidade de cadastramento para participar do Programa, basta adquirir o livro e iniciar a implementação do programa na escola ou organização social. Há previsão, para 2011, do lançamento de um segundo volume.
Um diferencial do Programa Vivendo Sempre em Paz é considerar igualitariamente os agentes educacionais: escola, família, comunidade. Outro diferencial é entregar aos responsáveis objetivos claros acompanhados de sugestões de atividades que envolvem a todos, sempre trabalhando a paz e suas consequências positivas. Esse, talvez, seja o segredo da receita do sucesso do programa. E como essa receita faz sucesso, mostrando que é possível transformar o atual quadro do ensino brasileiro, minimizando, ou mesmo solucionando os problemas, por que não aplicá-la também em sua escola ou organização social? .................................... Continue a leitura da Edição 71 da Revista ReConstruir.
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