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Olhar Crítico Ano 8 - nº 70 - 15 de março de 2009 Escola: caminhos e descaminhos da Redação Você pode imaginar uma escola onde 12% das salas de aula não oferecem número de carteiras suficientes para os alunos sentarem? Difícil? Então imagine cinco mil escolas sem luz elétrica. Acha isso incrível? E o que dizer de outras duas mil escolas sem água encanada? Absurdo!, dirá você, mas é o que constatou o relatório Um olhar para o interior das escolas primárias, um estudo internacional realizado pela Unesco em diversos países. Com relação ao Brasil, o texto do documento informa que praticamente 50% das crianças do 1° ao 5° ano que estudam em escolas da zona rural e quase 25% das escolas urbanas têm aulas em edificações consideradas ruins. Outros 5,5% estudam em escolas que não têm luz. Uma visita ao site do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira) que, é bom lembrar, pertence ao Ministério da Educação, revela que 11.088 estabelecimentos de ensino fundamental simplesmente não possuem sanitários. Diante dessa realidade não soa estranho que pesquisas mostrem que aproximadamente 50% dos professores brasileiros estão insatisfeitos com as instalações, equipamentos e materiais com os quais a escola conta, assim como com o pessoal de suporte. Causas e desafios O histórico da escola no Brasil é repleto de contrastes, de idas e vindas nas políticas governamentais, isso desde a colonização. Tudo começou com os jesuítas, banidos pela pena do Marquês de Pombal que, em contrapartida, pouco fez pela educação, revisitada com um pouco mais de seriedade pelo imperador D. Pedro II, no segundo reinado, mesmo assim provendo muito mais, ou quase exclusivamente, as elites. Somente com o advento da república e a entrada no século vinte formatou-se o sistema público de ensino, ora com adaptação de métodos franceses, ingleses e americanos, ao sabor das novidades. Um sopro renovador da educação e da escola foi o movimento chamado Escola Nova, entre as décadas de 1920-1930, com boas idéias mas pouco utilizado na prática. Entre caminhos e descaminhos a escola pública foi consolidada. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) foi alterada várias vezes e diretrizes foram engavetadas e substituídas a perder de vista. Essa instabilidade no comando da educação nacional é uma das causas apontada como entrave para o bom funcionamento da escola. Há descontinuidade da política educacional entre governos. Recentemente o Ministério da Educação distribuiu próximo de cinco mil notebooks para os secretários municipais de educação, ao custo de 8 milhões de reais, com a alegação de formar rede on line, pela internet, facilitando a comunicação e interação. O objetivo é louvável, entretanto perto de dois mil municípios não têm internet, e conexão em banda larga (alta velocidade) ainda é sonho para mais da metade dos secretários. O governo parece desconhecer aquele ditado popular que a carroça não pode ser colocada na frente dos bois. Um novo caminho O Instituto Brasileiro de Educação Moral propõe um novo modelo escolar, a Escola do Sentimento. O modelo Escola do Sentimento possibilita a aplicabilidade da educação moral e a prática pedagógica que leva à construção integral do ser criado por Deus e dotado de todas as faculdades, na plena aplicação da Pedagogia da Sensibilidade. Nela destaca-se a expressiva função do amor, o sentimento que deve estar presente em todas as atividades e em todas as relações entre professores e alunos, entre os diversos trabalhadores da escola e os que nela aprendem, porque o amor é a essência da educação, é o sentimento que eleva, que vivifica a alma e realmente transforma o homem. A Escola do Sentimento é muito diferente da escola que ensina preparando alunos para concursos públicos e vestibular. É muito diferente da escola que ensina e esquece de educar. O projeto da Escola do Sentimento pode ser conhecido no site do IBEM - www.educacaomoral.org.br - ou adquirindo o livro de mesmo nome através da Interior da Alma Editora - www.interiordaalma.com.br. Ensino e educação, da criança e do jovem, são dependentes da escola, por isso podemos afirmar que ensino e educação de qualidade precisam de uma escola com qualidade superior. .................................... Continue a leitura da Edição 70 da Revista ReConstruir.
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