Ano 11 - nº 89 - Fevereiro de 2012 - A revista do educador
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Observatório
Da Redação
Tempo integral: para fazer o quê?


Várias secretarias de educação têm implementado o horário integral em algumas escolas da rede pública, sinalizando, de acordo com diretrizes do Ministério da Educação (MEC), a caminhada irreversível para essa nova realidade, como vemos, por exemplo, no anúncio feito pela Secretaria Municipal de Educação  do Rio de Janeiro:

"Alunos de 120 escolas municipais terão aulas em tempo integral em 2012. Mais aulas de Português, Matemática e Ciências estão incluídas no novo currículo, que prevê turnos de sete horas. A mudança na grade já havia ocorrido em 22 unidades da Prefeitura do Rio este ano. Das 120 unidades, 58 são CIEPs."

Informa ainda a notícia que "
Dentro do conceito de turno único, os alunos ficarão nas escolas durante sete horas. Ao longo do dia, terão mais aulas de Português, Matemática, Ciências, Educação Física e Inglês. Além disso, ainda terão disciplinas optativas, como Matemática Financeira, Artes e Leitura. "

Dentro da realidade que nossos alunos ficam em média 3,47 horas diárias na escola, quase dobrar essa carga horária pode parecer muito auspicioso
, desde que isso seja feito sem perda de qualidade no ensino e perfeita integração de conteúdos e atividades, ou seja, desde que o horário integral esteja fundamentado por um bom projeto pedagógico.

Segundo estudos americanos, para que o horário integral funcione a contento, as seguintes práticas precisam ser estabelecidas pela escola:

> Não desperdiçar os minutos a mais.
> Elaborar um plano de trabalho bem detalhado.
> Priorizar as ações com foco em objetivos de aprendizagem claros.
> Individualizar o ensino com base nas necessidades de cada estudante.
> Usar o tempo para construir uma cultura de expectativas altas e com prestação de contas feitas por todos os setores da escola.
> Oferecer uma educação variada e completa.
> Preparar os estudantes para o ensino médio e para uma carreira.
> Avaliar, analisar e responder a dados sobre o desempenho dos alunos.
> Combater as aulas vagas e as faltas de professores e alunos.

São propostas que merecem atenção, pois carga horária maior nem sempre é sinônimo de ensino melhor.

Interação
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