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Observatório
Ano
9 - nº 84 - 15 de julho/agosto de 2010
De quem é a responsabilidade O
movimento Todos pela Educação encomendou uma pesquisa ao Ibope sobre o
que esperam os eleitores dos próximos governantes. Para alegria de
todos os que defrendem a bandeira da educação para melhora do país, os
eleitores colocaram a educação como quarta prioridade dos governantes,
quando em 2006 aparecia apenas na sétima posição. Ainda perde para
saúde, segurança pública e emprego, mas conseguiu um belo salto. A
mesma pesquisa perguntou sobre as instituições que são responsáveis
pela educação básica, ou seja, quem responde por ela, e o governo
federal ficou á frente, com 55% dos votos. As prefeitruras ocupam o
segundo lugar, com 42%. Pelo menos o nível de consciência cresceu
exponencialmente: em 2006, 10% dos eleitores diziam desconhecer de quem
era a responsabilidade pelo ensino, agora esse índice ficou em apenas
1%.
Aumenta a escolarização entre os jovens A
juventude sul–americana é mais escolarizada atualmente do que as
gerações passadas. Essa é uma das constatações do estudo feito nos
últimos três anos com jovens de seis países da América do Sul (Brasil,
Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia) pelo Instituto Brasileiro
de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Instituto Polis e mais seis
organizações parceiras. “Independente
da faixa de escolaridade que você pegue entre jovens e adultos, os
jovens são mais escolarizados, em maior proporção”, afirmou à Agência
Brasil a pesquisadora do Ibase, socióloga Patrícia Lânes, membro da
equipe técnica geral da pesquisa. Sobre a religião, a percepção é que os
jovens de hoje têm fé, mas não assumem uma religião. Acreditam em
alguma coisa, mas não têm uma crença definida. De
acordo com ela, houve um avanço em relação à escolaridade. “A gente
conseguiu que as pessoas que estão no mundo hoje em dia sejam mais
escolarizadas”. Apesar desse avanço, a educação continua aparecendo como
uma das mais fortes demandas entre os jovens organizados, segundo o
estudo. “A
gente tem movimentos importantes de estudantes tanto no Brasil, como no
Chile, Uruguai, Paraguai, na Bolívia também, reivindicando uma educação
de melhor qualidade.”
Desenvolvimento do país depende da educação A
pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: Educação”, feita pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope, aponta
que 61% da população brasileira reconhece a educação como fator
essencial para o desenvolvimento do País. A
pesquisa entrevistou entre os dias 18 a 21 de junho deste ano 2.002
eleitores, com idades entre 16 e 70 anos, de 140 municípios brasileiros –
apenas os Estados do Acre, do Amapá e de Roraima não foram visitados.
Sessenta e um por cento dos entrevistados concordam totalmente com a
afirmação “a baixa qualidade do ensino vai prejudicar o desenvolvimento
do País”. Outros 24% concordam em parte com a frase. Os
entrevistados também acreditam que a educação melhora o poder
aquisitivo do cidadão: 83% concordam totalmente ou em parte que “a renda
de uma pessoa será maior quanto mais anos de educação ela tiver”. A
pesquisa aponta que o ensino particular é considerado melhor que o
público pela população brasileira. Em todos os níveis – fundamental,
médio e superior – o ensino privado é melhor avaliado pelos
entrevistados. Para
a maioria da população, nenhum dos níveis de educação pública “prepara
bem” os alunos para o nível subsequente ou para o mercado de trabalho. A
percepção predominante, de pouco mais que 40% dos entrevistados, é de
que o aluno chega ao próximo nível educacional ou ao mercado de trabalho
“razoavelmente preparado”.
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a leitura da Edição
84 da Revista ReConstruir.
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