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Observatório

Ano 8 - nº 67 - 15 de outubro de 2008

Custo ou investimento?
Governadores, prefeitos e secretários de educação estão agitados, afinal a lei que determina o novo piso salarial do magistério inclui também a expansão do tempo da hora-atividade, que antes variava entre 20% e 25% e agora terá de ocupar um terço da jornada dos professores. Existem cálculos sobre um impacto de 8 a 40% sobre a folha de pagamento. E fica a pergunta: esse valor deve ser encarado como gasto ou como investimento?

Pouca instrução
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 34% dos eleitores brasileiros não completaram o Ensino Fundamental, o que é um índice lamentável, ainda mais levando em conta que entre eles muitos nem completaram a 5ª série, que marca o fim do primeiro segmento. Assim fica fácil para os maus candidatos manipularem os eleitores.

Luz vermelha no fim do túnel
Circulam notícias nos jornais paulistas e cariocas sobre a crise das escolas particulares dos dois estados. O índice de mensalidades não pagas, em São Paulo, atinge 11,13%. No Rio de Janeiro a crise é pior: o Sinepe-RJ calcula índice de 20% e informa que nos últimos oito anos, 331 escolas particulares de ensino fundamental fecharam as portas, e 400 unidades de educação infantil tiveram o mesmo destino, o encerramento das atividades.

Ensino sem aprendizado
A pesquisa A Qualidade da Educação sob o Olhar do Professor, da Fundação SM e da Organização dos Estados Ibero-Americanos, com professores da Educação Básica de 19 estados revelou uma distorção perigosa: 72,8% dos professores gostam do jeito de ensinar dos seus colegas, mas ao mesmo tempo somente 38,1% dos professores estão satisfeitos com o interesse do aluno em aprender. E mais: apenas 32,4% dos professores aprovam o desempenho acadêmico dos estudantes. Então, uma perguntinha: Como os professores podem se sentir satisfeitos com sua prática, se ela não produz os resultados esperados?

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Continue a leitura da Edição 67 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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