Ano 11 - nº 89 - Fevereiro de 2012 - A revista do educador
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Nossa Palavra
Marcus De Mario
Humanização e qualidade


Entre o findar de 2011 e o início deste ano, assistimos o Ministério da Educação (MEC), mais uma vez, tropeçar feio na realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), acumulando pontos negativos não apenas na realização dessa prova, como também em outras, para outros segmentos do ensino brasileiro, com respingos de provas mal feitas e mal aplicadas, com o ministério às voltas com explicações oficiais e processos na justiça. Então perguntamos: diante de tantos erros, até que ponto pode-se confiar nos resultados dessas provas avaliativas?

E como existe um questionamento pedagógico sobre a validade dessas avaliações, e este é um assunto muito sério, cremos que está na hora do MEC abrir os ouvidos, sair do pedestal e levar em conta tudo o que se tem dito a respeito dessas provas de avaliação. Não é possível que o MEC mantenha posição fechada, rebatendo todas as críticas e sugestões.

É compreensível que tenhamos instrumentos de avaliação do ensino, mas os instrumentos atuais são os mais adequados?  Analisemos o caso do Ensino Médio.. Atualmente as notas do Enem são utilizadas para classificar os estudantes para o ensino superior, inclusive com várias universidades federais sequer realizando seu vestibular. Em compensação  a realidade do Ensino Médio é baixa frequência de alunos e professores no período noturno; salas de aula semi vazias na sexta-feira; currículo defasado; jovens que não conseguem  perceber a escola como algo útil ou atraente. E ainda: escolas transformando o terceiro ano do ensino médio em cursinho pré-vestibular.

Diante desse quadro, e como queremos ter qualidade no ensino, recomendamos ao MEC reavaliar suas posturas e instrumentos, abrindo generosamente as portas para as gravíssimas questões da humanização da escola, do melhor preparo dos professores; da atratividade do ensino; do desenvolvimento integral dos alunos (cognitivo e emocional); do melhoramento da carreira docente.

Enfim, redefinir a filosofia da educação que rege o ensino brasileiro, e humanizar metas, objetivos e procedimentos, se realmente queremos ter qualidade.

Boa leitura!

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