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Nossa Palavra Ano 9 - nº 82 - 15 de maio de 2010 Nem tudo o dinheiro resolve
Durante muito tempo se disse que os problemas da educação brasileira, e entenda-se aqui a educação básica, não são resolvidos porque os recursos financeiros estão muito abaixo do ideal, ou seja, deveríamos aplicar algo em torno de 10 a 12% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que hoje não chegamos a 5%. Ou seja, o fundo desse pensamento é: os problemas da educação são resolvidos com dinheiro: quanto mais dinheiro disponível, melhor será a educação. Entretanto, com o aumento do dinheiro público aplicado na educação nos últimos anos, não se conseguiu melhora significativa. Então descobriu-se que não basta ter dinheiro, é preciso saber aplicá-lo, ou seja, é necessária uma boa gestão junto com mecanismos eficazes de fiscalização, pois, que adianta ter dinheiro, se ele pode escorrer pelo ralo da corrupção, ou pelo desvio para outras contas públicas? Não resta dúvida que o dinheiro é muito importante, ou seja, que precisamos alcançar níveis cada vez maiores de recursos financeiros destinados à formação do ser humano, mas se isso não for acompanhado por uma gestão de qualidade, não teremos os resultados esperados. E mais, há igual necessidade de projetos pedagógicos substanciais, menos teóricos e mais práticos, que façam a escola ser uma verdadeira instituição educacional. Com isso, acrescentemos um terceiro elemento nessa receita: o comprometimento, o envolvimento de todos, para que os objetivos propostos sejam alcançados. Resumindo, hoje sabemos que os problemas enfrentados pela educação brasileira resolvem-se com a aplicação da receita dinheiro + gestão + projeto pedagógico + comprometimento. Sem isso, ficaremos a ver o tempo passar e os resultados aparecendo timidamente. Agora, essa receita necessita de um toque especial, ou seja, de um elemento que lhe dará consistência. Esse elemento é a educação moral, gerador do verdadeiro sabor da educação, pois então formaremos consciências éticas, exatamente o que está faltando nos dias atuais, onde assistimos políticos e administradores públicos mentirem, roubarem, deixarem-se corromper, etc. E não apenas eles, mas boa parte da população, inclusive os professores. Por ser abordagem muito importante, essa questão é tratada com prioridade nesta edição da ReConstruir, junto com amplo conteúdo para alcançarmos a falada e sonhada educação de qualidade.. Um grande abraço e boa leitura. *Marcus De Mario é diretor do IBEM, editor da revista ReConstruir, educador e escritor. .................................... Continue a leitura da Edição 82 da Revista ReConstruir.
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