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Literando
Ano 9 - nº 83 - 15 de junho de
2010
Leitura:
prazer ou obrigatoriedade
 por Andréia Luzia de
Arruda*
A
escola precisa tornar a leitura significativa e antes de ensinar, precisa
provocar no educando o desejo de aprender. Os professores têm de
organizar o currículo com base na ordem cronológica é histórica do
movimento literária, montando estratégias de atividades, projetos de
leitura, e despertando a curiosidade do leitor. O espaço escolar deve
construir com toda a sua comunidade soluções que valorize, inclua, integre
e promova uma leitura com caráter prazerosa e significativa para o leitor,
mantendo então um compromisso de qualidade com os alunos leitores. E
para dar este início no projeto o professor precisa dedicar um tempo extra
onde ele vai selecionar bons livros, fazer um diagnostico dos
conhecimentos prévio de cada aluno e dessa forma o trabalho afetivo do
educador com a educação na escola tem um significado maior, onde ele
proporciona um olhar de compromisso com a educação, provendo mudanças na
historia educacional. Dando possibilidades aos nossos educando, a
saber, fazer uma leitura com qualidade tendo autonomia e prazer no que lê.
Esta é uma capacidade que vai alem que possibilita, uma pratica pedagógica
de qualidade e de comprometimento com a educação. Entende-se, portanto
que o professor é um ser mutável, pois ele está a todo o momento sujeito
as mudanças e em busca de algo melhor os alunos. De certa forma o
professor deve estabelecer na sala de aula um momento de faz de conta,
onde o aluno pode identificar-se com o livro que ele lê assim aprender
algo a mais. O professor observador é aquele que sempre esta
diversificando o seu plano de aula, não fica na monotonia só por que isto
é cômodo para ele. Devemos sim exercer a função de professor,
compreendendo que para ensinar temos que sair do conforto e ir de encontro
com o desconhecido. Outro ponto importante é o ambiente onde as crianças
vão fazer a leitura dos livros este locais deve ser aconchegante, calmo,
bem iluminado e ter uma diversidade de livros pois só assim eles irão
desenvolver suas atividades intelectuais, tornando cidadãos conscientes
capazes de aprender e criticar cada texto lido. Desta forma eles vão estar
capacitados para enfrentar desafios que encontrarem pelo caminho. A
escola tem que se reorientar para uma leitura voltada à formação integral
do indivíduo tanto na esfera pessoal quanto no coletivo. Dando ao
aluno uma postura dialógica entre saberes, em que os conhecimentos dos
sujeitos que estiverem envolvidos no processo educacional sejam levados em
conta, para que sejam capazes de se superarem e construírem outros
conhecimentos nas suas redes de relação, por isso e muito importante que
os professores considere a leitura do mundo destes alunos,
consequentemente vão despertar à vontade de saber, tornando assim sujeito
ativos em nossa sociedade. Os professores devem estar prontos para
ajudar os seus alunos. Os professores devem deixar bem claro para os
seus alunos que naquele ambiente onde se encontram existe uma família que
está pronta para auxiliar um aos outros, no que for necessário, e não para
ficar dando ordens e nem fazendo imposições. Todos devem ser tratados
iguais, valorizando assim seus nomes e identidades, ao mesmo tempo em que
ambos passam a respeitar-se imediatamente começa a existir confiança do
aluno para com o professor e este por sua vez pode executar seu trabalho
sem receio e ter a certeza que ter ar resultado positivos com esta turma.
A escola deve ser um lugar fundamental para o aluno. A escola que
é acolhedora, que trabalha a cidadania e solidária, com toda a certeza ela
tem um papel muito importante para cada aluno, onde ele sabe realmente o
que cada professor significa. Em outra palavra a escola torna-se um
ambiente afetivo onde os alunos, possam sentir a vontade de ir ao seu
encontro e saber que as pessoas que á compõem estão capacitadas para
respeitar a individualidade de cada aluno e valorizar o seu potencial.
Compreendo que com esta habilidade a escola pode trabalhar com os
alunos as atividades de interpretar e compreender o contexto da leitura
para a formação de cidadão, ao mesmo tempo a escola vai formar alunos com
atitudes capazes de projetar uma visão com resultados positivos na
formação de suas histórias, e assim a escola obtém um ótimo resultados
para o projeto escolar. A escola precisa tornar a leitura
significativa. Os professores devem compreender que ler e escrever são as
duas faces da mesma moeda, então e necessário que antes de ensinar,
precisa provocar nos educando os desejos de aprender e assim formar
sujeitos que tenham suas autonomia saibam conviver consigo mesmo e com, os
outros respeitando a individualidade de cada um, transcendendo o pequeno,
mundo de sala de Trabalhar a leitura com os alunos e proporcionar-lhes o
desenvolvimento mental e também oportunizar-lhes um espaço para o
afloramento dos sentimentos e das emoções. Cabe a nós educadores
orientarmos o ensino da leitura através das diversas estratégias
educacionais, para conseguirmos que o educando tenha compreensão do que
está lendo e de tudo que está em sua volta. Como avaliar o rendimento
da leitura O rendimento da leitura tem diversos jeitos de ser
avaliados, ela deve ser avaliada por prazer, por fruição sem
obrigatoriedade, para não se torna algo sem sentido, sabemos que os alunos
só aprendem quando algo tem significado isto é motivante e desperta a
vontade do saber. Precisamos ter uma postura dialógica em que os
conhecimentos dos sujeitos que estiverem envolvidos no processo
educacional seja levado em conta, para que sejam capazes de se superarem e
construírem outros conhecimentos nas suas redes de
relações.
O prazer que dá sabor ao saber Neste
sentido e que nós leva a consideramos as leituras de mundo dos alunos, ou
seja, fazer uma leitura prazerosa do cotidiano como ponto de partida para
qualquer prática pedagógica. Agindo como pesquisadores no conhecimento que
já trás e compartilhe. Os estudantes não precisão fazer resumos ou
preencher fichas após a leitura de um conto, pode estabelecer um dialogo
entre eles sobre os pontos que eles acharam mais importante e o professor
deve valorizar e respeitar a opinião do aluno, desta maneira estão
simplesmente fazendo um convite para à imaginação, despertando pelo
conhecimento a criatividade para que possa cumprir nesta sociedade em
transformação, a de servir como agente de formação na construção do saber.
A contribuição da comunidade para a formação de leitores dentro da
escola. Se o objetivo é o mesmo a ser alcançado por todos os resultados
deste sucesso e bem rápido. Basta fazer uma pesquisa com todos os
componentes desta comunidade onde ao mesmo está envolvido, delegar
funções, fazer uma pesquisa sobre o que gostaria de ler, saber se este
material é instrutiva. Este programa deve ter diferentes matérias onde
todos possam sentir-se envolvidos e saber que contribuíram com algo.
Oficina da Leitura Para que dê certo esta
oficina os professores devem pedir auxilio aos alunos, propondo para que
eles leiam, em grupos, diferentes livros, comentem sobre cada livro lido,
reserve um espaço na sala de aula onde duas vezes por semana a garotada
escolha o livro que cada um quer ler, passando assim a construir dentro da
sala de aula um local de imaginação, fantasia e informação, e a professora
deve ser o agente positivo de todo este encontro. A professora com
este recurso a professora pode definir a sua proposta de trabalho e fazer
uma sondagem sobre o estilo de leitura que cada aluno gosta de ler e assim
facilitar em seu desenvolvimento no plano de aula e como buscar recursos
para melhorar o aprendizado dos alunos que estão tendo dificuldades em seu
aprendizado. O professor pode até avaliar o seu aluno com mais
segurança e respeitando as suas limitações. Segundo Ezequiel Theodoro
da Silva (1993) “A responsabilidade da leitura não apenas do professor
e sim de todo o corpo docente de uma escola onde falaremos com segurança
responsabilidade e o bem maior é a construção do conhecimento já formado.
Sendo a leitura do modo peculiar a interação entre homens e as gerações.
Entendemos por tanto que o trabalho da leitura em uma escola e
responsabilidade de todos e devido a isto e necessário que os alunos leiam
por prazer mas tenham um acompanhamento de todo o corpo docente da escola,
a leitura deve despertar no aluno a vontade de querer saber sempre mais,
despertar á sensibilidade e saber incorporar todos os conceitos aprender e
compreendendo-os por referencias sabendo que isto serve de experiência
para sua formação. Segundo Richard Bamergir (1977:9, 11). “O
direito de ler significa igualmente o desenvolver as potencialidades
intelectuais e especifica o de aprender e progredir favorecendo a remoção
das barreiras educacionais do que tanto se fala concedendo oportunidades
mais justas de educação. Entende-se por tanto que o direito a leitura é
imprescindível para a formação de cidadão comprometido com a educação de
qualidade, isto é uma leitura de manifestações diversas.. Segundo Marisa
Lajolo, Ligia Morrene Avêrbuck ( 1982: 24,26) “ a aprendizagem é
fundamental, portanto para a integração do individuo no seu contexto
sócio- econômico e cultural, onde ler não é apenas decodificar palavras
converte-se num processo compreensivo que deve chegar ás idéias centrais.
Entende-se, portanto que ler e compreender o que o autor esta querendo
dizer, e exatamente a mensagem que poucos conseguem entender, por isto a
atividade da leitura e algo que o professor deve dar uma atenção maior e
ter um cuidado muito especial, para que seus alunos desenvolva uma
habilidade de leitura com clareza e formação de um leitor crítico podendo
assim formar sua própria opinião, sem ser influenciado por alguém.
Segundo Regina Zulbema (1980:24) “ o ato de ler abre novas
perspectivas, a criança permite-lhe posicionar criticamente da realidade”
e uma capacidade de ver além, na verdade e um suporte que o leitor
adquire, onde o conhecimento e amplo e a sabedoria flui a cada página lida
dando uma autonomia para o aluno a manifestar os seus pensamentos.
Segundo Ronal Barker e Robert Escarpt (25) “ em pesquisa o circulo
entre ação da escola e o exercício contido da leitura há importância de
analisarmos as referências sobre o ensino e a pratica da leitura”. A
escola por sua vez tem que estimular e valorizar o habito da leitura, ela
deve planejar e organizar estratégias que envolvam todos os alunos a
despertarem para a leitura, a escola é um espaço onde a todo o momento
possibilita aos alunos condições de leitura para que eles participem
intensamente neste processo expondo assim suas opiniões, discutido,
construindo conceito a partir das informações novas, e assim tornem-se
sujeito do saber. Segundo Richard Bamberger (....) quando aprendemos a
ler bem não há fronteiras. A pessoa que sabe ler não só viaja no passado,
no futuro, no mundo da tecnologia, na natureza, e no espaço
extremo. Também descobre o caminho para a parte mais intima do coração
humano e passa a conhecer-se melhor e a conhecer melhor o outro. Esse
olhar diferente sobre a leitura é necessário, a fim de possibilitar a
ambos a capacidade de ir além, e dar um olhar preciso naquilo em que nos
envolve. Segundo Paulo Freire (41,1990) “A leitura do mundo precede a
leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir
da continuidade daquele”. Entende-se, portanto que seja feita a leitura
do cotidiano a que se refere Freire, em busca das experiências de vida dos
educandos e assim estabelecer uma ponte entre o conhecimento e a busca
pelo saber.
Este artigo foi originalmente publicado no site
www.webartigos.com.br.
*Andréia
Luzia de Arruda é pedagoga e pós graduada em educação
infantil.
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