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Literando

Ano 8 - nº 71 - 15 de abril de 2009

O jovem e o momento atual


por Fátima Moura*

O jovem do novo milênio é um jovem atuante. Comprometido com o conhecimento, sente-se capaz de gerar energias para executar e atrair diferentes propósitos. A alegria, a afetividade, e o seu extremo poder de se comunicar, são também marca registrada de uma geração que se lança desmedidamente em busca de novos ideais e de novas propostas de vida.

Aos educadores compete a importante missão de fazê-los despertar com base no que está registrado como verdadeiro (por exemplo, o que lhe chega através dos livros), mas nunca esquecendo o que está à sua volta, e as experiências do dia a dia, tão ou mais importantes, e que devem ser integradas nesse processo de auto-educação.

A nossa sociedade, cada vez mais, se afasta do verdadeiro lema e objetivo da educação. Habitantes de uma sociedade materialista, deixamos que o dinheiro ocupe lugar de destaque, e acabamos cedendo aos novos valores que se erguem, preocupando-nos mais em proporcionar uma boa vida aos filhos do ponto de vista material, do que investir na formação do caráter emocional que deve ser prioritário desde a primeira infância.

Os jovens, por outro lado, sentindo-se abandonados de afeto, acabam muitas vezes por partilhar os seus problemas com falsos amigos e fazendo uso de substâncias tais como droga, álcool, fumo, assumem outros valores considerados vis na nossa sociedade, mas que são verdades incontestáveis, dentro da nossa realidade atual.

É de extrema importância que os pais e os educadores assumam uma atitude de compreensão e de diálogo perante os jovens. De contrário, eles tornar-se-ão insatisfeitos e revoltados com tudo o que os circunda, e, acima de tudo, com a sua própria educação. A "missão" de educar, dentro ou fora de casa, é recíproca. Ela depende do jovem assim como das pessoas que o rodeiam e procuram apoiar.

A educação dos jovens e da sociedade não se faz somente nas escolas. Precisamos começar a apresentar soluções, empreender realizações, nos preparar para esse eterno crescimento de ser humano, a fim de descobrir caminhos que possam ser trilhados em segurança por ambos os lados, acionando emoções e sentimentos, descobertas e verdades, despertando nesse educando o desejo de uma grande e verdadeira mudança interior.

*Fátima Moura é Escritora, Jornalista e Psicopedagoga Clínica.

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Continue a leitura da Edição 71 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

 

 

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