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Literando

Ano 8 - nº 69 - 15 de janeiro de 2009

Incluindo a literatura no cotidiano escolar


por Fátima Moura*

Profundas transformações geradas pelos desafios do mundo contemporâneo têm causado reflexos intensos na prática dos educadores em geral.

Tal teor coloca-nos diante de imensas questões a serem discutidas, entre as quais o problema da exclusão, a importância da responsabilidade social ou mesmo o estabelecimento das relações humanas através do limite, da tolerância e da cooperação.

A escola tem um importante papel de transformação social quando reconhece sua posição como agente de transformação na construção de um mundo igualitário, preparando os educandos para o pleno exercício de sua cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Nesse sentido é que propostas inovadoras organizadas sob a forma de projetos interdisciplinares têm ganhado espaço no universo escolar, permitindo assim, ricas e importantes experiências formativas.

O estímulo a projetos ligados à literatura é uma dessas propostas, que pautada em temáticas vividas no dia-a-dia, consegue levar para a sala de aula um universo à parte, onde o aluno possa realmente expressar-se e descobrir preciosas e interessantes informações.

Os livros estão repletos de concepções de mundo, de problemáticas atuais e de discussão e de reflexões e em muitos casos, pode possibilitar um contato altamente significativo com questões de interesse não só individual como também coletivo, ajudando a formar crianças e jovens altamente compromissados com o mundo em que vivem.

Ler, ouvir, contar e criar histórias, muitas vezes extraídas de suas próprias experiências de vida, pode ser uma atividade altamente prazerosa e magnífica se bem conduzida de maneira apropriada pelo professor.

Em minhas andanças por tempo considerável no curso de formação de professores, além das matérias que lecionava e que estavam sob minha responsabilidade, recomendava sempre às minhas normalistas que não se perdessem do prazer de ensinar e de contar histórias para as crianças.

Ao lecionar educação artística, exercitava conjuntamente com a professora de língua portuguesa, a construção de um livro feito pelos próprios alunos, onde o jovem ou a criança, antes de aprender a criar o layout de suas próprias histórias, aprendia a admirar e a apreciar um bom texto e a conhecer grandes autores brasileiros e internacionais.

Uma troca rica e interessante para o educador que não admite ficar preso ao marasmo de suas próprias convicções e quer realmente inovar e transmitir a seus educandos novas maneiras de se ler o mundo.

Estimule os alunos a dramatizarem essas mesmas histórias, contá-las de mil maneiras diferentes e você verá a maravilhosa transformação que ocorrerá em sua sala de aula.

Redescubra a sua prática, invente, crie, fale de você, de suas experiências de vida e com certeza você vai formar adultos apaixonados pela arte de ouvir, conhecer e de contar histórias.

*Fátima Moura é Escritora, Jornalista e Psicopedagoga Clínica.

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Continue a leitura da Edição 69 da Revista ReConstruir.

 

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