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Literando Ano 8 - nº 67 - 15 de outubro de 2008 Incentivo mais que necessário
A primeira Bienal no Estado de Minas Gerais, Feiras de Literatura infantil e infanto-juvenil acontecendo simultaneamente em várias capitais brasileiras e o décimo salão do livro realizado no Museu de Arte Moderna (MAM) no Rio de Janeiro, marcam um momento cultural importante para a nossa sociedade. Muito nos alegra ouvir e ler sobre todas essas notícias, o que nos leva a concluir que os grandes investidores do livro e também pais interessados em oferecer uma formação cultural sadia a seus filhos, já percebem a importância de se cultivar desde tenra idade, o hábito da leitura, num incentivo mais que necessário às nossas crianças jovens. No Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro, em doze dias de evento, sessenta e sete editoras expuseram seus artigos para um público culturalmente diverso e os depoimentos interessantes de pais, educadores e professores é mais que estimulador não só para a receita das grandes editoras mas para o despertar de novos adeptos da leitura, mesmo entre as classes mais pobres, pois, ao sair, cada criança que visita o evento, levava um livro de presente. Adultos apressados e curiosos percorreram os corredores repletos das mais interessantes novidades do mercado editorial na esperança de formar em cada pequenino, a paixão pelo ato de ler e nós, como educadora que somos, não podemos deixar de ressaltar em primeiro plano, as suas próprias visões pessoais, que muito poderá contribuir para o real despertar desse querer. Para nós, a atitude dos pais, educadores e familiares em relação aos livros é muito importante. A família que gosta de ler e valoriza os livros, terá mais oportunidades de motivar a criança, de estimulá-la e poderão discutir com ela, enredo e personagens. A criança dentro da sua própria curiosidade infantil investigará, perguntará, vai sempre querer saber mais, abrindo espaço para um diálogo franco e uma rica e enriquecedora troca de sentimentos. Através de suas próprias imagens reais, ela se revestirá dessas mesmas idéias e sensações gerando os meios necessários ao seu aprendizado e crescimento. Pais interessados devem estimular a leitura e a contação de histórias e fazer desse momento, sempre que for possível ou na hora de colocar as crianças para dormir, uma momento importante de trocas e de experiências. Contar histórias para as crianças pode ser um ato inovador e educativo que trará imenso conhecimento entre ambas as partes. Mesmo os menores já podem e devem ouvir historias o que estará com toda certeza, enriquecendo o seu vocabulário. Uma mini- biblioteca no quarto, ilustrar suas próprias histórias e sem dúvida, sempre que possível, levar as crianças a visitar eventos desse porte, também serão agentes enriquecedores desse processo. Quanto ao mundo mágico que envolve a valorização da leitura, o contato direto do escritor/autor com as crianças desmistifica a questão do livro. Quando eles percebem que o autor é uma pessoa real, comum, ficam mais próximos e consequentemente, vão interagir melhor com todo esse universo de formação de um novo leitor. O que é que você está esperando para começar a contar histórias para as crianças? *Fátima Moura é Escritora, Jornalista e Psicopedagoga Clínica. .................................... Continue a leitura da Edição 67 da Revista ReConstruir.
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