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Literando Ano 7 - nº 59 - 17 de julho de 2007 Literatura infantil e valores morais
MUITO SE TEM falado em Educação, seus processos, sua necessidade. "A maioria dos pedagogos dos séculos anteriores aceitava como verdade incontestável, a doutrina segundo a qual o centro do processo educacional era a transmissão de conhecimentos, emanados do professor para o aluno. Em outras palavras, a educação estava centrada no ato de ensi-nar". Para COTRIM E PARISI, em Fundamentos da Educação, "já à partir do século XX, a pedagogia da atividade, como nova corrente de pensamento passou a rejeitar a idéia de que o conhecimento seria algo que se transmitisse como uma dádiva, um especial favor, onde encontramos, de um lado, o professor oferecendo aos alunos o presente da sabedoria e, do outro, os alunos recebendo esse conhecimento de forma passiva, desinteressada, fazendo-nos concluir então, que o único conhecimento capaz de influenciar significativamente o comportamento do indivíduo, deveria ser o caráter de uma conquista pessoal". Para aqueles que são apaixonados pelo ato de educar, o assunto toma novas diretrizes e proporções. Ao nos envolvermos com a educação desses seres que se encontram sob a nossa responsabilidade, seja como pais ou educadores, devemos atentar para a grande responsabilidade de despertarmos idéias e valores nesses tenros corações. Como está a nossa criança? Será que estamos dando a ela os meios necessários para que possa crescer, desenvolver-se, expandir-se o suficiente, dentro das informações que recebe? E, acima de tudo, será que nós também estamos nos educando, nos capacitando de maneira correta, para podermos passar a elas a oportunidade de que precisam? A
criança e os livros Através das ilustrações, soltará o fio da imaginação e, dentro da própria plasticidade que a mente infantil oferece, poderá vivenciar as cenas como se fossem reais, trabalhando todo esse material em seu próprio benefício e aprendizado. A atitude dos pais, educadores e familiares em relação aos livros é muito importante. A família que gosta de ler e valoriza os livros, terá mais oportunidade de motivar a criança, de estimulá-la, podendo discutir, com ela, enredo e personagens. A criança na sua própria curiosidade infantil, investigará, perguntará, vai querer saber mais. Através de sua própria imaginação, ela se revestirá de idéias e sensações, gerando os meios necessários ao seu aprendizado e crescimento. Caberá então a nós, educadores, pais, cuidadores, estarmos atentos para através da própria vivência que a criança nos traz, trabalharmos essas verdades, dando a ela a consciência e a oportunidade de colocá-las em prática, através das histórias que lê, das histórias que contamos para elas, dos exemplos apresentados por nós, criando assim, o elo necessário para o seu amadurecimento, dentro do próprio mundo vivido por ela na infância. É necessário pois, que possamos cada vez mais trabalhar os nossos conceitos de bom, de belo, os valores morais que estão adormecidos, dessas pequenas sutilezas que, unidas ao exemplo e a orientação necessária, poderão enriquecer e muito o universo infantil. Para isso, é importante que esse aprendizado seja feito conjuntamente: pais e filhos, educadores e ajudadores, para que possamos melhorar a qualidade da Educação a dessas almas que estão sob nossa responsabilidade. *Fátima Moura é Escritora, Jornalista e Psicopedagoga Clínica. .................................... Continue a leitura da Edição 59 da Revista ReConstruir.
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