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| Ano 11 - nº 89 - Fevereiro de 2012 - A revista do educador www.educacaomoral.org.br/reconstruir |
| Gestão Marcus De Mario Planejamento coletivo Durante
muito tempo as escolas se acostumaram a receber projetos pedagógicos
prontos, vindos da Secretaria de Educação ou da direção escolar, no
caso das escolas privadas. Os professores eram reunidos apenas para
tomar conhecimento e se adequarem à proposta, objetivos e metas a serem
alcançadas. O conteúdo curricular já vinha pronto, com a respectiva
carga horária, e a preparação que se fazia era apenas o de se colocar
em prontidão os professores para cumprir o que estava estabelecido no
papel. Esse era o quadro geral. E muitas vezes agravado pela onipotência da direção da escola, que simplesmente mandava e pronto! Essa história está em processo de mudança desde que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) atualmente em vigor permitiu que as escolas tenham independência para estruturar seus projetos político-pedagógicos. Essa independência não é total, pois existem parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Educação e pelas Secretarias de Educação que devem ser obedecidos, mas vai longe o tempo em que tudo vinha de cima para baixo e simplesmente se obedecia. O que as escolas precisam exercitar agora é o planejamento coletivo, ou seja, permitir que professores e funcionários, alunos e pais, tenham acesso à construção da proposta pedagógica. Para muitos educadores isso ainda pode parecer um absurdo, mas a prática tem demonstrado que os resultados são excelentes, tornando o currículo mais adequado às necessidades da comunidade escolar e social, permitindo maior flexibilidade da prática pedagógica do professor em sala de aula, além de estabelecer vínculos muito bons entre todos, que aprendem a dinâmica do diálogo, da interação e da construção em conjunto. O planejamento coletivo coloca em segundo plano a competição, priorizando a cooperação, o que é essencial para o sucesso de qualquer atividade. Como fazer? O nelhor caminho é a direção escolar reunir-se com a coordenação pedagógica para estabelecer as diretrizes do trabalho, e assim convocar uma reunião, primeiro com os professores, e depois com os pais e alunos. Na reunião com os professores, mostrar as diretrizes pedagógicas e colocá-las em discussão, para que essas diretrizes sejam fixadas em comum acordo. É uma reunião para ouvir opiniões, trocar ideias, fazer mudanças e adaptações. Na sequência, com isso estabelecido, vem a reunião com os pais e alunos, onde as diretrizes já consolidadas serão apresentadas e novamente colocadas em discussão, ouvindo-se os maiores interessados, que são os alunos e os pais. Direção escolar e coordenação pedagógica atuarão como explicadoras e conciliadoras das ideias. A reunião deve finalizar com o estabelecimento definitivo das diretrizes pedagógicas. Agora é só dar continuidade ao trabalho de formação do projeto pedagógico, com reuniões periódicas e abertas à participação de alunos e pais, até que o processo estabeleça, de forma natural, a realização de assembléias onde tudo é analisado, sempre procurando o melhor. Marcus De Mario é educador, escritor e diretor do IBEM. Interação |
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