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Gestão Ano 9 - nº 83 - 15 de junho de 2010 A arte da boa gestão
Administrar é uma arte, e principalmente a arte do bom senso. Nem todo gestor escolar pensa assim e os problemas na gerência de recursos humanos logo aparecem. É quando, por exemplo, opina sobre as atividades desenvolvidas pelos professores em sala de aula, com um detalhe: nunca aperceu para fazer uma visita à sala de aula. Sua opinião é baseada em conceitos alheios ou no famoso "eu acho que deve ser assim". Administrar é uma arte, e principalmente a arte da humildade. Nem todo gestor escolar pensa assim, e os problemas de autoridade logo surgem. É quando elogia todos os seus colaboradores diretos, mas não delega tarefas e vive fazendo tudo por si mesmo, sempre considerando que o que faz está bem feito. Qualquer crítica ao seu trabalho é levado à conta de "interesse escuso". Administrar é uma arte, e principalmente a arte da compreensão. Nem todo gestor escolar pensa assim, e os problemas com os colaboradores se avolumam. É quando cobra dos seus colaboradores a reta conduta moral, a disciplina no horário, o cumprimento das tarefas, mas não olha para si mesmo, e nem se esforça para entender que todo ser humano possui problemas. Realmente administrar é uma arte, e ela se torna mais fácil quando a administração é feita tendo por base a humanização das relações interpessoais. Isso porque esse gestor escolar saberá compreender os que trabalham com ele, saberá distribuir tarefas, corrigir a si mesmo e também saberá ouvir e compartilhar ideias. Quantos problemas resolvidos a escola não teria se seu gestor compreendesse que administrar é uma arte? Dizem que onde dois seres humanos estão reunidos começam os problemas, os atritos. Mas com a aplicação da humanização do ambiente de trabalho isso deve ser minimizado, se não mesmo eliminado, pois ambiente humanizado é ambiente de tolerância e cooperação. Contudo, somos ainda orgulhosos, prepotentes, egoístas, donos do saber e do fazer, retendo nas mãos o poder centralizador, verdadeira erva daninha dentro da escola, colocando uns contra os outros e derrubando a tarefa de promover o bem comum, a espiritualização e o amor no ambiente escolar. Precisamos aprender a administrar primeiro a nós mesmos, promovendo nossa auto-educação. Na sequência aprender a trabalhar a cooperação, promovendo a descentralização. A melhor autoridade não é a do comando unilateral, mas sim a autoridade moral emanada de qualidades e valores firmemente apoiados na ética e na valoração daquilo que é comum a todos: a qualidade de ser humano.. *Marcus De Mario é diretor do IBEM, editor da revista ReConstruir, educador e escritor. .................................... Continue a leitura da Edição 83 da Revista ReConstruir.
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