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Gestão Ano 9 - nº 82- 15 de maio de 2010 Decisão coletiva
Se o seu diretor é daqueles que tomam as decisões e depois comunicam aos colaboradores, sem que ninguém tenha sido consultado, não siga esse exemplo quando for a sua hora de assumir uma direção escolar. Tomar decisões unilaterais sem respeitar a equipe e simplesmente impor o decidido é dar mostras de não saber trabalhar coletivamente, causando problemas no ambiente de trabalho. O que se espera de uma boa direção, ou melhor, gestão, é que saiba ouvir os colaboradores (professores, coordenadores, supervisores, funcionários de apoio), levando em consideração os diversos pensamentos e colocando em discussão as possibilidades de tomada de decisão. Isso não tira do diretor (gestor) a responsabilidade pela decisão escolhida, mas reforça a empatia com os colaboradores e dá mais segurança a todos, afinal eles participaram da discussão do problema, tiveram suas opiniões respeitadas e fazem parte da deliberação, assumindo uma responsabilidade coletiva. Quando os colaboradores não participam cria-se um clima de expectativa negativo, do tipo: "o que será que "ele/a" vai decidir?", ou ainda: "será que vai sobrar para algum de nós?". Instala-se o nervosismo, o famoso diz-que-diz, perturbando o bom desenvolvimento das atividades. E tudo piora quando o diretor transmite sua decisão aos gritos, ou quando fala em tom forte e agressivo, deixando uma ameaça velada no ar, ou seja, alguém, ou mais, pode ser demitido/transferido, principalmente se contestar. Definitivamente esse diretor escolar está fora de moda, nadando contra a corrente da cooperação, do compartilhamento de ideias, entretanto, insiste em manter-se vivo aqui e ali, o que não significa que sirva de bom modelo para as novas lideranças. Se você está exercendo uma liderança, faça o seguinte diagnóstico, respondendo sim ou não: 1. No
dia a dia ouço os meus colaboradores? Se você respondeu menos de três "sim" sua atuação na liderança precisa ser revista. Você é um líder autoritário e talvez não tenha se dado conta disso. Está na hora de promover mudanças nos seus comportamentos e atitudes. Compartilhar para tomar decisões coletivas é respeitar o membro da equipe, e mais ainda, é acreditar no potencial do colaborador. E quando todos participam fica bem mais fácil distribuir responsabilidades. Você já imaginou a tripulação de um barco, na hora da tempestade e do vento forte, todos pardaos, aguardando as decisões e ordens do capitão? Provavelmente, antes de colocarmos o ponto final neste artigo, esse barco será mais um na história dos naufrágios. *Marcus De Mario é diretor do IBEM, editor da revista ReConstruir, educador e escritor. .................................... Continue a leitura da Edição 82 da Revista ReConstruir.
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