![]() |
![]() |
|
|
Gestão Ano 9 - nº 81- 15 de abril de 2010 Regras para uma melhor convivência
À minha frente setenta e cinco adolescentes. Meu desafio: desenvolver uma palestra sobre convivência familiar e comunitária. Tudo foi bem até o momento de decidir se haveria ou não intervalo. Como os jovens estavam indecisos dei a palavra a eles para que argumentassem os prós e contras. Depois de ouvir as diversas alegações utilizei o instrumento mais democrático de resolução de uma questão: o voto. E foi exercendo o direito legítimo de escolha que os jovens decidiram pela continuidade da palestra, sem intervalo. E foi decisão esmagadora. E continuei, ou melhor, tentei dar continuidade, pois alguns jovens, derrotados na votação, iniciaram um boicote à minha palavra. Interrompida a preleção pelo coordenador do evento, para uma chamada de atenção, aproveitei para conversar com eles a questão da convivência em equipe, o respeito não só ao outro mas à maioria, e como isso é importante para bem consolidar uma carreira profissional. É lição para todos nós e não somente para os adolescentes, pois tem muito adulto, entendendo-se aqui mais especificamente os profissionais da educação, que não sabe ser ético na convivência com seus parceiros de trabalho. A lição é seguinte: se fazemos parte de um grupo e uma decisão deve ser tomada sobre determinado assunto, todos temos direito a argumentar e defender nosso ponto de vista, mas sabendo que a decisão não é individual, é do grupo, é do todo ao qual eu pertenço. Se a decisão da maioria contrariar meu ponto de vista, meu interesse, devo saber acatar o que foi decidido e seguir com o grupo, pois somente assim o grupo será verdadeiramente uma equipe. Boicotar a decisão maior é próprio de quem não sabe conviver com o outro, é atitude anti-ética. Posso consignar meu protesto, meu desagrado, mas sem tumultuar o desenvolvimento do trabalho e sem desrespeitar o outro, que no caso era eu, o palestrante. Se, enquanto jovem, não aprendermos essa lição básica da vida, como conseguiremos progredir no mundo profissional? As escolas hoje necessitam de gestores, professores e funcionários de apoio que sejam profissionais colaboradores, no lugar de profissionais predadores e egoístas. Eis, então, algumas regras básicas para uma convivência solidária no ambiente de escolar: 1. Saiba ouvir o que os outros têm a dizer. Respeitar a opinião alheia é o mínimo que se deve fazer para construção de uma boa ambiência. 2. Não descarte sumariamente a opinião do outro. As boas idéias não são de sua exclusividade, e nem sempre conseguimos pensar em tudo. 3. Fale sem impor o seu pensamento. Você está no grupo como qualquer outro colaborador e suas idéias também podem ser rejeitadas. 4. Não guarde mágoa ou despeito. Ninguém é super herói, genial ou todo poderoso. Somos iguais e estamos na equipe para conseguir o melhor. 5. Siga o mesmo caminho. Uma equipe em que seus membros seguem caminhos diferentes não é uma equipe. Siga com os outros de acordo com a decisão tomada. Regras básicas, simples e que, se aplicadas, realizam a mágica da boa convivência e dos melhores resultados. *Marcus De Mario é diretor do IBEM, editor da revista ReConstruir, educador e escritor. .................................... Continue a leitura da Edição 81 da Revista ReConstruir.
|
IBEM ReConstruir Marcus
De Mario Análise
e Crítica
|
|
ReConstruir
Publicação eletrônica do Instituto Brasileiro de Educação Moral Todos os direitos reservados |