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Ano 9 - nº 80- 15 de março de 2010

Mediadores de reunião


por Marcus De Mario*

Boas práticas devem mais é serem copiadas, não é mesmo? Pois bem, uma boa prática empresarial é a contratação de um especialista para resolver conflitos e comandar reuniões, ou preparar um funcionário, através de curso de capacitação, para ser mediador de conflitos na reuniões. Mas, o que faz um mediador de conflitos?

Ele lidera discussões fazendo com que a equipe tenha ganhos em eficiência e a reunião seja produtiva. Bem que os conselhos de classe na escola estão precisando de eficiência e produtividade.

Mas esse profissional faz mais.

Controla o tempo; evita que as pessoas cheguem à reunião sem saber a pauta (o que vai ser discutido); mantém o foco do debate e garante que todos saiam da reunião com atividades definidas. Seu papel é levar os participantes a um consenso.

Trazendo isso para o ambiente escolar, logo sentimos sua necessidade, pois muitas reuniões pedagógicas são intermináveis, improdutivas, cheias de ranços e de rancores, e quando termina os professores saem com aquela sensação de pura perda de tempo.

Como normalmente quem comanda as reuniões no ambiente escolar são o diretor ou o coordenador pedagógico, passamos a eles algumas dicas para melhor dirigir esses encontros:

1 - Coloque-se na posição de facilitador da reunião, ou seja, prepare e selecione com antecedência tudo o que será necessário para a discussão dos temas: horário, duração, assuntos, participantes, textos. Planejamento é muito importante.

2 - Não decida sozinho os assuntos. Consulte antes os participantes para saber das suas necessidades. Na própria reunião, defina um tempo fixo, curto, para que cada um exponha suas ideias. Com isso os professores e outros participantes vão aprender a serem objetivos e concisos.

3 - Em vez de criticar, prefira questionar. Exemplo: não diga "isso não faz sentido", e sim "gostaria que você esclarecesse essa ideia".

4 - Se alguém sair do tema, não o corte bruscamente. Agradeça a participação e explique gentilmente que não é o momento.

5 - Estimule a todos a expor seu ponto de vista, e em especial os mais tímidos, convidando-os a falar diretamente.

6 - Seja firme para controlar os mais falantes.

7 - Em vez de decidir unilateralmente com um sonoro "não", prefira convencer, questionando "já pensou que podíamos ir por este outro caminho?".

8 - Um erro muito cometido é deixar-se dominar pelo impulso de logo rebater a ideia que você não concorda. O facilitador precisa ter paciência para escutar.

9 - Após a reunião, faça um resumo dos pontos principais e das ideias expostas, e entregue, por e-mail ou em mãos, para todos.

Com a aplicação dessas dicas, as reuniões no ambiente escolar, tenho certeza, terão um ganho excepcional.

*Marcus De Mario é diretor do IBEM, editor da revista ReConstruir, educador e escritor.

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Continue a leitura da Edição 80 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

 

 

 

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