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Ano 8 - nº 73 - 15 de junho de 2009

Resolvendo conflitos


por Marcus De Mario*

Na convivência humana os conflitos existem e devem ser encarados de forma natural, afinal temos ideias e ideais que nem sempre são os mesmos, somos individualidades com personalismo próprio, daí muitas vezes o desentendimento, o conflito.

Quando o conflito aparece, devemos buscar suas causas. Elas podem ser externas ou internas.

Quando o conflito tem uma causa externa, significa que, por exemplo, atos da direção escolar estejam perturbando o bom entendimento entre os professores. Ou exigências da coordenação pedagógica estejam estressando o processo ensino-aprendizagem. Ou, ainda, perturbações da disciplina, seja por parte dos alunos ou outros, levem os profissionais da educação a não se entenderem adequadamente. Seja como for, nesses casos a causa é externa.

Quando a causa é interna, o conflito deriva dos sentimentos antagônicos daqueles que fazem parte da equipe. É, por exemplo, a luta de egos pelo cargo comissionado, ou a disputa por pontos de vista, quando existe atitude desafiadora, rompendo regras estabelecidas. Nestes casos sobressaem o egoísmo, o orgulho e a vaidade.

Para as duas causas de conflito, o melhor remédio é o diálogo, compreendendo que só existe diálogo quando nos dispomos a ouvir sem defesa armada, ou seja, sem ter respostas prontas e inflexíveis, pois se assim agirmos haverá geração de novo conflito.

É comum assistirmos na escola o "diz que diz", as fofocas, as picuinhas entre colegas de trabalho. E também o "ar empinado", fazendo valer mais a qualificação pedagógica do que a competência. E os conflitos são instalados, às vezes por pouca coisa, desestabilizando a atividade administrativa e/ou educacional.

Ao lado do diálogo construtivo, para resolver conflitos devemos igualmente utilizar a humildade, sabendo reconhecer quando erramos e quando a opinião, ou o trabalho do colega, vale mais do que pensamos e fazemos.

Recomendo o funcionamento regular de Conselhos - administrativo, pedagógico etc - em que todos se habituem a conversar, partilhar ideias, tomar decisões e se responsabilizar pelas tarefas comuns, estabelecendo o trabalho em grupo para o bem de todos.

Uma boa dose de diálogo e humildade faz muito bem ao trabalho escolar, reduzindo significativamente os conflitos, fazendo com que todos compreendam que trabalhar em conjunto é muito melhor do que ficar brigando por posicionamentos individualistas e, normalmente, exclusivistas.

*Marcus De Mario é diretor do IBEM, editor da revista ReConstruir, educador e escritor.

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Continue a leitura da Edição 73 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

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