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Gestão Ano 8 - nº 71 - 15 de abril de 2009 Decisão coletiva
Se o diretor de sua escola é daqueles que tomam as decisões e depois comunicam aos colaboradores, sem que ninguém tenha sido consultado, não siga esse exemplo quando for a sua hora de assumir uma função gestora. Tomar decisões unilaterais sem respeitar a equipe e simplesmente impor o decidido é dar mostras de não saber trabalhar coletivamente, causando problemas no ambiente de trabalho. O que se espera de uma boa direção é que saiba ouvir os colaboradores, levando em consideração os diversos pensamentos e colocando em discussão as possibilidades de tomada de decisão. Isso não tira do diretor a responsabilidade pela decisão escolhida, mas reforça a empatia com os colaboradores e dá mais segurança a todos, afinal eles participaram da discussão do problema, tiveram suas opiniões respeitadas e fazem parte da deliberação, assumindo uma responsabilidade coletiva. Quando os colaboradores não participam cria-se um clima de expectativa negativo, do tipo: "o que será que "ele" vai decidir?", ou ainda: "será que vai sobrar para algum de nós?". Instala-se o nervosismo, o famoso diz-que-diz, perturbando o bom desenvolvimento das atividades. E tudo piora quando o diretor transmite sua decisão aos gritos, ou quando fala em tom forte e agressivo, deixando uma ameaça velada no ar, ou seja, alguém, ou mais, pode ser demitido (escola particular) ou transferido (escola pública), principalmente se contestar. Definitivamente esse diretor, ou diretora, está fora de moda, nadando contra a corrente da cooperação, do compartilhamento de idéias, entretanto, insiste em manter-se vivo aqui e ali, o que não significa que sirva de bom modelo para as novas lideranças. Se você
está exercendo a direção de uma escola, faça o seguinte
diagnóstico, respondendo sim ou não: Se você respondeu menos de três "sim" sua atuação na direção precisa ser revista. Você é um diretor autoritário e talvez não tenha se dado conta disso. Está na hora de promover mudanças nos seus comportamentos e atitudes. Compartilhar para tomar decisões coletivas é respeitar o membro da equipe, e mais ainda, é acreditar no potencial do colaborador. E quando todos participam fica bem mais fácil distribuir responsabilidades. Você já imaginou a tripulação de um barco, na hora da tempestade e do vento forte, todos aguardando as decisões e ordens do capitão? Provavelmente, antes de colocarmos o ponto final, esse barco será mais um na história dos naufrágios. *Marcus De Mario é diretor do IBEM, editor da revista ReConstruir, educador e escritor. .................................... Continue a leitura da Edição 70 da Revista ReConstruir.
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