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Gestão Ano 8 - nº 69 - 15 de janeiro de 2009 Trabalhando em equipe
Transformar um grupo de professores numa equipe de educadores é um desafio que requer do gestor e/ou coordenador pedagógico, muita sensibilidade. Ele precisa conhecê-los, fazer com que se conheçam e o conheçam, e provocar interação com o objetivo de focar os esforços na famosa qualidade do ensino. Para tudo isso é necessário iniciar pela sensibilização, tirando cada professor do seu lugar, do seu individualismo, fazendo com que entendam a necessidade e a melhor produtividade da cooperação. Que tal dar um pedaço de barbante, de tamanho igual, para cada professor, e pedir que cada um deles, com a mão esquerda e sem nenhum tipo de apoio, dê um ou mais nós nesse barbante? Tarefa difícil? Sim, mas não impossível. Dê cinco minutos para tentarem executar a tarefa. Se alguém não conseguir ganha o direito de ser ajudado por alguém do grupo que se dispuser a dar essa ajuda. Muito bem, terminada essa etapa, e todos felizes, peça que, do mesmo modo, só com a mão esquerda e sem qualquer apoio, desmanchem os nós. Complicou? Sim, principalmente para os que apertaram os nós. Como muitos não conseguirão executar a tarefa, solicite que um ajude o outro, sempre utilizando apenas a mão esquerda. Os professores compreenderão que ninguém é totalmente auto-suficiente, e que fica bem mais fácil executar uma tarefa quando se recebe ajuda, ou seja, quando se tem cooperação. No caso da técnica descrita acima, tanto na hora de dar o nó quanto na hora de desfazê-lo. A partir do que aconteceu, dos resultados, eles dialogarão para compreender que só serão verdadeiramente uma equipe de educadores se souberem trabalhar cooperativamente, solidariamente. O que apresentamos é uma das diversas maneiras de iniciar o processo que levará à transformação do grupo de professores numa equipe de educadores, não apenas da escola, mas de si mesmos e do trabalho que devem desenvolver. Quem sabe mais, quem tem mais habilidade, auxilia o outro, e assim reciprocamente, e tudo fica muito melhor, mais prazeroso. Não é o fim da competitividade, mas a transformação da competição, que, de destruidora, passa a ser cooperadora. Em outras palavras, teremos competitividade sadia, humanizada. E para humanizar é preciso sensibilizar. Por mais inteligentes e capazes sejamos, não há como pensar em tudo e fazer tudo, pois sempre seremos dependentes deste ou daquele na execução deste ou daquele serviço, portanto, não há porque mantermo-nos em exagerado individualismo, que denota acentuado grau de egoísmo, como se fossemos o rei (ou rainha) da sala de aula. Sempre que cooperamos tendemos para melhorar relações e desempenho. Sempre que nos fechamos na competição tendemos a deteriorar as relações e minimizar o desempenho. Creio que está na hora de transformarmos a competição sem limites em cooperação para melhores resultados, humanizando o ambiente escolar e estabelecendo o paradigma da solidariedade entre educadores, e não mais meros professores em constante atrito. *Marcus De Mario é diretor do IBEM, publisher da revista ReConstruir, educador e escritor. .................................... Continue a leitura da Edição 69 da Revista ReConstruir.
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