![]() |
![]() |
|
|
Família Ano 9 - nº 81 - 15 de abril de 2010 Permissividade dos pais por Bruno Zaminsky* Um tema preocupante e que merece total atenção dos pais e responsáveis é sobre a permissividade, ou seja, como pais e responsáveis têm afrouxado os laços dos bons exemplos, permitindo-se liberar comportamentos inadequados dos filhos no meio social em que atuam, principalmente a escola. Um bom exemplo é a reunião de pais. Algumas mães comparecem com saias ou vestidos tão curtos que, ao sentarem, deixam a intimidade praticamente desnuda, isso quando não são os seios, quase à mostra através de decotes que deixam as blusas envergonhadas. Nosso pensamento não é puritano, é educativo. Através dos exemplos educamos muito mais do que através de palavras. O ensino visual e comportamental é bem mais forte que o ensino por palavras. E o uso indiscriminado, por parte dos pais, do cigarro? Lembremos que ele é uma droga de consequências nefastas para o organismo com o passar do tempo. E a bebericagem social, em casa e nas festas, verdadeiro incentivo ao alcoolismo precoce dos filhos? Tudo isso leva pais e responsáveis a permitirem que os filhos, mesmo ainda sendo adolescentes de 12 anos, vistam-se de forma inadequada, sensual; sirvam-se de bebidas alcóolicas nas festas; varem madrugada num baile; gastem horas em lan houses ou mesmo em casa, na frente do computador, em jogos e bate papos sem nenhuma utilidade, e assim em diante. Ora, pais permissivos tendem a gerar filhos permissivos. Quando a professora, na escola de ensino fundamental, tenta chamar a atenção da aluna para a saia muito curta, ou o palavreado chulo do aluno, assim como em relação a outros comportamentos, normalmente recebe o desdenho do adolescente, que ainda diz em alto e bom som que o pai e/ou a mãe achou bonito, autorizou ou nada disse, e que, portanto, não é a professora quem tem direito de chamar sua atenção, pois, afinal, ele/ela já é dono de si mesmo. Como pode um adolescente de 12 ou 14 anos ser dono de si mesmo? A escola, através da sua gestão e da coordenação pedagógica, precisa abrir espaço para re-educar os pais e responsáveis, promovendo palestras e debates sobre o comportamento dos adultos em casa e sua repercussão no comportamento dos filhos, com as consequências negativas e positivas disso. Essas palestras e debates, com estudo de casos, devem também ser propiciadas aos alunos, pois fazer pensar é fator preponderante do ato educativo. Quando fazemos o outro pensar, instrumentalizamo-lo para o desenvolvimento do senso moral, pois aprenderá a se colocar no lugar do outro, a perceber que atitudes comportamentais possuem consequências, ou repercussões, sobre os outros e, igualmente, sobre si mesmo. A questão da permissividade fica ainda mais agravada quando vemos a mídia televisiva explorar o sensualismo, e atrizes que estão em pleno sucesso, comparecerem a shows e entrevistas com as pernas de fora, enroladas em alguns panos que imitam um vestido, num incentivo à licenciosidade, ao sensualismo e ao sexo livre. E o Ministério da Educação ainda as contrata para fazerem publicidade da importância da educação, como se fossem mães exemplares. É um verdadeiro festival de hipocrisia. A atuação dos professorres, por sua vez, não pode ser permissiva, deixando os alunos do jeito que se apresentam e fazendo o que bem entendem, na alegação que agindo assim evitam serem agredidos. É preciso uma firme atuação acompanahda de bons exemplos. É assim que o professor é respeitado pelos alunos. E bons exemplos e firme atuação é o que se espera dos pais ou responsáveis, pois se isso não acontecer, a nova geração haverá de complicar mais ainda a vida social, que já não está tão fácil de ser vivida. *Bruno Zaminsky é doutor em educação, professor universitário e consultor internacional na área de educação. Em acordo com o IBEM, o autor solicitou que sua verdadeira identidade fosse preservada. .................................... Continue a leitura da Edição 81 da Revista ReConstruir.
|
IBEM ReConstruir Marcus
De Mario Análise
e Crítica
|
|
ReConstruir
Publicação eletrônica do Instituto Brasileiro de Educação Moral Todos os direitos reservados |