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Família

Ano 9 - nº 76 - 15 de setembro de 2009

Eduque seu filho e seja feliz

por Bruno Zaminsky*

Diante de tantas cenas desagradáveis entre pais e filhos, acontecidas principalmente no ambiente doméstico, e refletidas no cotidiano social, mais uma abordagem sobre o aprendizado de limites torna-se necessária. Então, vamos a algumas dicas muito importantes.

Trabalhe para que seu filho tenha uma visão social do mundo - Ou seja, ele precisa aprender que não existem apenas "o que eu quero" e "o que eu não quero". O mundo é social. Para melhor viver é preciso conviver, saber estar com os outros, partilhar com os outros e respeitar os outros.

Ensine seu filho a tolerar - Isto tem a ver com saber tolerar pequenas frustrações, aprendendo que aquilo que não é possível hoje, amanhã poderá ser possível, e que na vida, quando adulto, ele terá de saber resolver os problemas com equilíbrio e maturidade. Ensine-o a saber esperar a vez de comer. Depois ele transferirá esse bom hábito para saber esperar na fila do cinema ou aguardar uma promoção profissional.

Mostre a seu filho que ele não é o centro do mundo - Os outros não existem apenas para lhe satisfazer os caprichos, e as contrariedades devem ser entendidas como fatos normais da vida. Se seu filho não aprender a lidar com as contrariedades, será um indivíduo egoísta, frustrado, amargo e, mesmo, desequilibrado emocionalmente.

Mostre que privacidade e desordem são coisas diferentes - Isto exige acompanhamento do dia-a-dia do seu filho, não tolerando falta de cuidado com as roupas e objetos, quarto bagunçado e coisas do gênero. Quando os pais faltam na supervisão, no acompanhamento do que os filhos estão fazendo, a privacidade degenera para anarquia.

Cada direito, um dever - Os filhos podem até exigir seus direitos, mas só terão direito a eles se souberem e estiverem cumprindo com seus deveres. Quer sair e jogar bola com os amigos? Somente com as lições escolares feitas com correção e capricho.

Ensine limtes dando o próprio exemplo - Seja você, pai ou mãe, exemplo do que solicita aos seus filhos. Lembre-se que o exemplo é força educativa, muito mais do que sermões, castigos e outras práticas.

Um último lembrete nesta questão dos limites: gritar tanto quanto seu filho. trocar acusações; reclamar e mais reclamar; estar sempre colocando de castigo e tantas outras coisas que vivemos assistindo na relação pais e filhos, não ensinam limites. Eles são ensinados, e aprendidos, através de muito diálogo, presença ativa e bons exemplos.

Se você quiser saber mais sobre este assunto tão importante na educação dos filhos, recomendo o livro "Limites Sem Trauma", de Tania Zagury, de onde, aliás, retiramos algumas boas dicas para este artigo.

*Bruno Zaminsky é doutor em educação, professor universitário e consultor internacional na área de educação. Em acordo com o IBEM, o autor solicitou que sua verdadeira identidade fosse preservada.

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Continue a leitura da Edição 76 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

 

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