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Família

Ano 8 - nº 71 - 15 de abril de 2009

Os filhos são diferentes

por Bruno Zaminsky*

É comum ouvirmos as mães declararem que seus filhos são diferentes. Que possuem personalidade diversa, que os comportamentos são diversificados. Um é mais introvertido, o outro gosta de festas. Um é inteligente e desorganizado, o outro é mais lento nos estudos, mas, em compensação, mais presente nas tarefas domésticas. E assim as diferenças entre os filhos vão sendo acentuadas conforme a conversação evolui. Existem, sim, semelhanças, mas as diferenças são mais notórias, mais destacadas. E assim, de fato, é: os filhos são diferentes entre si, não são iguais. As ciências, e em particular a ciência psicológica, já provaram o acerto dessa experiência feminina.

Então, a cada filho uma educação, certo? Nem sempre, pois muitas mães, apesar da constatação das diferenças, insistem em dar a mesma educação para seus filhos, e depois indagam: "Não entendo, dei a mesma educação, e este meu filho tem um comportamento tão diferente do irmão!".

Isso acontece porque desobedecem as mães a sua intuição e a ciência psicológica. Se os filhos possuem tendências diferenciadas: um é rebelde e agressivo, o outro é manso e obediente, a ação educacional deve ser compatível com o que cada um apresenta em sua personalidade, em sua individualidade ímpar. As orientações de ordem moral são as mesmas, mas as ações para compreensão e vivência dessa orientação devem ser diferentes.

No exemplo acima, para o filho rebelde e agressivo, ações disciplinares mais rígidas, mas sempre fazendo pensar e sofrer as consequências dos próprios atos, são necessárias. E diz o bom senso que o filho manso e obediente não precisa dessas ações disciplinares rígidas, mas também não pode ficar solto e melado por um amor excessivo.

É simples: para cada filho, de acordo com suas tendências, personalidade e comportamento, ações educativas compatíveis com o que cada um é, para que, no seu tempo e com suas experiências, cheguem onde queremos enquanto educadores que somos de suas almas. Nada de mesma educação para todos os filhos, isso é um erro. Quando fazemos isso, invariavelmente depois exclamamos: "A educação foi igual para todos, mas cada um saiu de um jeito!". E nem poderia ser diferente, pois cada filho é único, não se repete nos outros. Filhos não são clones, são pessoas com ideais, sentimentos e inteligência diferentes.

Faço, então, uma recomendação às mães: procurem estudar um pouco da ciência psicológica e, igualmente, da ação pedagógica, pois assim, com boa vontade e amor, conseguirão melhor educar seus filhos.

*Bruno Zaminsky é doutor em educação, professor universitário e consultor internacional na área de educação. Em acordo com o IBEM, o autor solicitou que sua verdadeira identidade fosse preservada.

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Continue a leitura da Edição 71 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

 

 

 

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