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Experiências Que Dão Certo Ano 9 - nº 78 - 15 de novembro de 2009 Uma mini cidade na escola A Cidade Mirim é um projeto especial do Instituto Opet Educação e Cidadania, importante diferencial na formação dos alunos. A Cidade Mirim, uma minicidade, é composta de quatro pólos: Pólo Político, Pólo de Serviços, Pólo Cultural e Pólo Ambiental. O projeto atende os alunos da Educação Infantil e séries iniciais do ensino fundamental, tendo como eixo norteador a vivência em valores humanos e cidadania levando o aluno a perceber e efetivar a mudança de comportamento, paradigma e transformação da sua realidade política e social. Brincando de gente grande, as crianças estão na verdade experimentando na prática importantes conceitos de cidadania. Dessa forma, elas reconhecem seu papel dentro de uma sociedade, para que no futuro ajam e contribuam como cidadãos responsáveis, conscientes e críticos. Inúmeras atividades e projetos do Colégio Opet acontecem dentro do ambiente da Cidade Mirim. A cada ano, são realizadas eleições para a escolha dos representantes da minicidade, com direito a plataforma de candidato, campanha política e voto direto. O prefeito e os vereadores eleitos são diplomados no Tribunal Regional Eleitoral, além de receberem a posse de seus cargos numa cerimônia especial na Cidade Mirim. A Cidade Mirim é uma minicidade, onde os alunos vivenciam a prática da cidadania. Nela, acontecem atividades que envolvem solidariedade, respeito às diferenças sócio-culturais, consciência ambiental e responsabilidade. Pólo
Político Pólo
de Serviços Pólo
Cultural Pólo
Ambiental
O projeto da cidade mirim funciona desde a década de 70, quando o então Colégio Lins de Vasconcelos era mantido pela Federação Espírita do Paraná. Em 1998, a escola mudou de dono e passou a se chamar Colégio Opet. As instalações da cidade mirim recebem turmas de até 30 ou 35 alunos. Além de biblioteca, brinquedoteca, posto de saúde e centro comercial, a cidade possui uma casa da família e um fórum, onde alunos da 3ª série formam um júri popular simulado. Um concurso escolhe o juiz e os promotores. Os jurados são sorteados em cada julgamento. A Associação dos Magistrados e o Tribunal de Justiça do Paraná colaboram, explicando os trâmites jurídicos em palestras às crianças. A cidade mirim do Opet já ganhou fama nacional. "A ênfase social desse projeto é a grande inovação, porque amplia o repertório da criança", afirma Neide Noffs, pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica, de São Paulo. "O aluno sai do conhecimento apenas por disciplinas e se articula com trâmites sociais. A representação da realidade adulta, em um ambiente externo organizado, favorece o desenvolvimento da autonomia e a independência." A cidade mirim também é um bom ambiente para discutir questões globais, que vão além dos problemas típicos de uma cidade. Ao longo do ano, os alunos se organizam para estudar temas globalizados. A Unesco, órgão das Nações Unidas para Educação e Cultura, possui convênio com a escola, auxiliando na escolha dos temas e organização dos eventos. A iniciativa pode ser reproduzida em outras escolas. "Tratar o assunto dessa forma pode ser feito em qualquer faixa etária, em escolas públicas ou privadas, em qualquer parte do mundo", afirma Vera Costa Gissone, coordenadora nacional da parceria com escolas na Unesco. E o projeto já está se multiplicando. A Prefeitura de Curitiba assinou um convênio garantindo acesso a alunos de uma escola pública municipal ao projeto. .................................... Continue a leitura da Edição 78 da Revista ReConstruir.
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IBEM Marcus
De Mario Análise
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