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Experiências
Que Dão Certo
Ano
8 - nº 72 - 15 de maio de 2009
Somos
uma escola diferente
Da redação

Procurando
trazer aos nossos leitores experiências escolares inovadoras, marcantes
e que mudam o conceito, a visão e o trabalho de uma escola, reservamos
para esta edição texto da Associação Brasileira
de Educação Montessoriana sobre o trabalho desenvolvido
numa escola que utiliza o método montessoriano.
1- Na
Missão
As escolas montessorianas têm como meta o desenvolvimento das habilidades
e talentos de cada aluno, procurando dar sentido prático à aprendizagem
para possibilitar melhor integração do aluno/indivíduo à sociedade. A
metodologia montessoriana procura desenvolver a inteligência através de
processos operativos e autoconstrutivos.
2 - No
Sentido de Apredizagem
Para nós, o verdadeiro aprender estrutura-se no trabalho com a família,
que conhece bem a proposta curricular de nossas escolas, pode favorecer
a integração da criança no ambiente social e avaliar, com a escola, tudo
o que o aluno aplica em seu dia a dia e a segurança com que resolve suas
situações-problema.
3- Na
organização das turmas
O agrupamento, ou junção de alunos de 2 a 3 faixas etárias diversas, sempre
foi visto como uma proposta ousada de Maria Montessori. Hoje, este conceito
é completamente aceito no meio acadêmico, na lei e nas mais variadas propostas
pedagógicas, as quais, enfim, se apercebeberam da artificialidade do trabalho
seriado. Em nenhum outro espaço da vida, indivíduos são limitados a relacionarem-se
estritamente com outros indivíduos de sua mesma faixa etária, como nas
escolas tradicionais. Uma criança maior tem muito prazer de ensinar à
menor o que já sabe e vice-versa. É aí que o verdadeiro conhecimento se
constrói.
4- Estrutura
dos espaços
Apresenta-se de duas maneiras diferentes: Salas-ambientes especializadas
(de 2 a 8 anos); Laboratórios do Conhecimento (de 9 anos em diante); Oficinas
para o Trabalho + Empreendedorismo (de 8 anos em diante) Cada sala ou
agrupamento montessoriano procura, primeiro, expressar o ambiente acolhedor
de uma casa, com tudo no seu lugar e acessível ao aluno, facilitando a
sua independência e a aquisição de responsabilidades cada vez mais complexas.
Como o ambiente de sala deve ser uma representação do mundo ou um microcosmo
social, os materiais contemplam as áreas da: linguagem, matemática, história,
geografia, ciências, geometria, artes plásticas, música, psicomotricidade
e outras afins.
5- No
material didático
As escolas montessorianas possuem um “enxoval” ou aparato de materiais
especializados, que, em sua formas tri ou bidimensionais, expressam todos
os conceitos que o aluno precisa absorver com sua mente e suas percepções
naquele ano escolar. Os materiais, em geral, servem a 2/3 faixas etárias,
sendo que alguns são usados em etapas posteriores, representando conceitos
mais abstratos, como por exemplo, os algébricos. O uso dos materiais é
complementado por atividades dinâmicas e criativas de escrita, leitura,
pesquisa, artes, informática, além de atividades práticas que possibilitam
a aplicação dos conceitos adquiridos. Os materiais concretos são considerados
como o “professor que permite livre acesso, livre opção, uso consciente,
com auto correção” (Maria Montessori).

6- No
corpo docente
Os professores são orientadores de aprendizagem, através do processo de
autoconstrução, levando “seus alunos ao aprendizado significativo, isto
é, dan- do sentido ao conhecimento aplicado na vida real, onde, hoje,
os valores são transitórios, num mundo onde tudo acontece velozmente,
virtual e coloridamente” (Encarte Educação - Veja/SP). O professor é o
grande incentivador das descobertas, da conquista da auto-estima e do
prazer do aprender. Ele é o arquiteto do construir-se.
7- No
processo de inclusão
Algumas escolas montessorianas, por sua missão, propõem-se ao desafio
de trabalhar na construção de uma sociedade inclusiva, abrindo seu espaço
para o atendimento a alunos com necessidades educacionais especiais, em
número à nossa possibilidade de realizar um bom trabalho, em que diferenças
são bem vindas e enriquecedoras, sempre no sentido de refletir a sociedade
na qual nos inserimos, transformando-nos e transformando-a.
8- Avaliação
A avaliação é vista como processo diário, alimentando nossa prática pedagógica.
É através dela que podemos rever propostas, ajustar interesses e esclarecer
dúvidas. Nosso aluno aprende que a auto avaliação e a avaliação em grupo
são importantes, pois criam espaço de fala, reflexão e escuta, momentos
de verdadeiro aprendizado, para todos. A família, bimestralmente, participa
do processo avaliatório da produção de seu filho, mas preocupando-se também
do como ele é em casa, o que produz e a forma como expressa seu conhecimento
e os valores de sua comunidade. É importante que o aluno sinta que sempre
será avaliado, mas que o importante é como ele se avalia e como sua família
o percebe.
9- Na
interação com a família
O acolhimento das famílias nas escolas montessorianas é parte de sua missão
educativa, pois os pais, a escola e a sociedade são, realmente, os responsáveis
diretos pela vida educacional de cada aluno. As equipes, por missão e
ideal, são muito fraternas e conciliadoras. Deseja-se que o adulto, quer
professor, quer pais de alunos, quer direção, todos vivam um relação aberta,
franca e promissora de integração.
No site
da ABEM - www.abem-educ.org.br
- você pode conhecer o trabalho do Colégio Constructor Sui,
na cidade do Rio de Janeiro.
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Continue
a leitura da Edição
72 da Revista ReConstruir.
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