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Eduquemo-nos

Ano 9 - nº 79 - 15 de fevereiro de 2010

Basta de engodos educacionais, mentiras e descaracterização


por Ronaldo Gomes*

A responsabilidade social é da escola e da família, ambas formam seres críticos, conscientes, responsáveis, autônomos etc, pelo menos é assim que deve ser, porém o que mias vivenciamos são a destruição de sonhos, vidas, tornando-os frios, irresponsáveis, numa palavra indiferentes, porque se preocupam mais com seu futuro promissor na ambição desenfreada, custe o que custar.

Hoje reclamamos e vivenciamos esta calamidade de inversão de valores, de caráter.

A família perdeu todas as referências, assim como a escola, que é mais depósito humano que verdadeiramente escola formadora de seres sensíveis, cônscios de suas prerrogativas de seres humanos.

A sociedade reflete o que a escola e a família têm realizado de bom ou ruim em seus educandos, afinal somos a sociedade. As desigualdades sociais, o desequilíbrio familiar, a dignidade do ser humano perdida, sem referências.

A Pedagogia da Sensibilidade em sua base deseja resgatar os valores humanos, a sensibilidade humana, a formação do caráter, a dignidade humana, através do trabalho de qualificação de todos os envolvidos neste processo, ou seja: a família e a escola.

A formação do ser humano nasce na família prosseguindo na escola, na qualificação do ser com suas prerrogativas de ser pensante, equilibrado, com sensibilidade e sobretudo espiritualizado, na dimensão ética e moralizadora indispensável na reconstrução dos valores humanos.

Basta de engodos educacionais, mentiras e descaracterização do verdadeiro papel da educação, se faz necessária não apenas desenvolver a cognição, o mais urgente, e coadjuvando-se a este, o desenvolvimento da afetividade, ambas caminham inseparavelmente, enquanto isso não acontece, o que presenciamos são os fatos que hoje falam por si, nesta gritante escalada da desordem social, econômica, política e cultural, e da violência.

Somos seres humanos e não máquinas, ainda há tempo de trabalharmos pela educação da vida pela vida, do homem pelo homem, do amor pelo amor.

Educar é um trabalho profícuo, árduo, porém gratificante, no processo de ensinar, aprender e reaprender.

Se de fato almejamos um mundo melhor, começemos em nós mesmo na transformação de nossas condutas em ações efetivas e contínuas na educação, no exemplo e prática constante, do homem pelo homem e sua formação do caráter.

Eduquemo-nos!

*Ronaldo Gomes é Pedagogo, Psicopedagogo, Escritor e Diretor do Instituto Brasileiro de Educação Moral.

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Continue a leitura da Edição 79 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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