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Eduquemo-nos

Ano 8 - nº 74 - 15 de julho de 2009

Educação e psicomotricidade


por Ronaldo Gomes*

O desenvolvimento da criança e sua dificuldade motriz podem ser desencadeadas negativamente ou positivamente, por motivos que vem mesmo antes do nascimento por conta de uma gestação complicada, o que ocasionará em sua formação genética ou até mesmo por falta de estímulos externos, como a forma da amamentação, o segurar os objetos, o andar, nos seus passos iniciais, enfim tudo em sua formação dos primeiros anos de vida com certeza irá proporcionar um desempenho bom ou ruim durante este processo inicial no seio familiar.

Os cuidados nesta fase são primordiais, o carinho, a atenção, o estimulo, até mesmo os brinquedos, a conversa, são fatores importantes de construção psicomotora já na tenra idade.

Na escola, os jogos, brincadeiras, músicas, danças, pinturas, que possam possibilitar seusdesenvolvimento motor, irão contribuir para o equilíbrio psicomotor.

Há que se levar em conta também aspectos psicológicos que com certeza interferem na motricidade do educando, que podem ser ocasionados por problemas antes mesmo do nascimento, onde os problemas familiares cercam a gestação, desequilibrando o emocional da mãe, até mesmo agressões físicas ou morais.

O educador tem sua responsabilidade nas fases iniciais do processo ensino-aprendizagem contribuindo com ações educativas que estimulem os educandos em suas primeiras lições de vida escolar nas atividades citadas acima, nas criações de espontaneidade geradas pelos próprios educandos.

Não há como negar a Inter- relação entre as áreas intelectual, afetiva e motora, é um novo olhar sobre o corpo, suas competências e habilidades de expressão. Como Ser Integral que somos, cada vez mais se faz essa necessidade de estudo, o que vem reforçar a ligação da psicomotricidade com a psicopedagogia.

Com ênfase mais uma vez, e principalmente, nas fase inicial escolar, devemos trabalhar todas as etapas a que se referem a psicomotricidade dos educandos, levando-se em conta que estes já trazem suas variações motoras do âmbito e da convivência familiar, levando-os com o tempo aos seus ajustamentos, onde o espaço psicomotor vai se projetando no meio social. revelando aos poucos sua personalidade.

Importante ressaltar a educação continuada por parte dos educadores, reforçando o aprimoramento destes no processo ensino-aprendizagem e o aspecto de observação, aplicação de técnicas, algumas citadas acima, irão em muito ajudar no desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor na relação educador e educando.

A Psicomotricidade está associada à afetividade e à personalidade, porque o indivíduo utiliza seu corpo para demonstrar o que sente.

O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, daí a importância da recreação onde a criança desenvolve suas aptidões perceptivas no ajustamento do comportamento psicomotor.

As oportunidades por meio de jogos, por exemplo, com atividades lúdicas, aos poucos se conscientizando do seu corpo, para que o educando desenvolva o controle mental de sua expressão motora.

Considerando seus níveis de maturação biológica, a recreação deve ser realizada com atividades dirigidas e autônomas, proporcionando a aprendizagem dos educandos em seus níveis de maturação, na conservação da saúde física, mental e equilíbrio sócio-afetivo.

Não basta desenvolver o aspecto cognitivo, o afeto deve estar associado neste processo de ensino. O educador deve assim ser o facilitador em toda a construção educacional.

Família e escola devem abraçar o educando de forma integral, com amor.

Algumas sugestões: engatinhar, rolar, balançar, dar cambalhotas, se equilibrar em um só pé, andar para os lados, equilibrar e caminhar sobre uma linha no chão e materiais variados, passeios ao ar livre, a atenção, o carinho, os limites etc.

A recreação deve priorizar atividades afetivas e psicomotoras, no equilíbrio da vida de todos os envolvidos, numa interação entre espírito e corpo, afetividade e energia, o educando e o grupo, na promoção de sua totalidade como ser integral, afinal somos seres humanos e não máquinas.

Eduquemo-nos!

*Ronaldo Gomes é Pedagogo, Psicopedagogo, Escritor e Diretor do Instituto Brasileiro de Educação Moral.

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Continue a leitura da Edição 73 da Revista ReConstruir.

 

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