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Eduquemo-nos Ano 8 - nº 72 - 15 de maio de 2009 Educação, responsabilidade de todos
Hoje presenciamos estarrecidos a violência descambar em todas as camadas da sociedade, violências de várias performances, a fome dizimando populações em vários países por conta do desmando, das ambições e indiferenças dos governantes. Guerras por puro domínio e força do poder. Capitalismo selvagem, onde o poder econômico faz, desfaz, desmanda, sobrepondo-se a tudo e a todos, a qualquer preço, para se manter com o domínio do poder financeiro mundial. Esses homens, líderes, tiveram educação voltada para fins puramente voltados ao domínio das massas, educação voltada para se fartarem economicamente à custa do suor e do trabalho escravo, dessas políticas partidárias aos interesses de suas lideranças. Educação que prima o puro e simples saber no desenvolvimento do cognitivo, dar o conhecimento das letras, e tornar o homens culto, técnico ... máquina. Permanecemos numa retórica educacional sistêmica que visa tão somente e sutilmente às ordens do poder econômico mundial, que dita e determina, norteando o governo de cada país, a seguir uma política de arrocho salarial, fome, impostos altos, juros altos, mantendo as rédeas do poder a todo custo, fomentando guerras para as industriais bélicas saírem do sufoco financeiro, criando desemprego e formando homens máquinas, frios, calculistas e materialistas. Educação que forma homens? Não, apenas atrofia as mentes e os deixa à própria sorte, alienados, sem rumo, sem chão, sem perspectivas. Educação voltada ao interesse das elites, que dominam e que sabem camuflar o verdadeiro sentido e norte da educação. A verdadeira educação abre horizontes, descortina o véu da ignorância, abre caminhos, desperta, sensibiliza, conscientiza, dando a abertura mental consistente, voltada para os valores humanos, formação do caráter, transformando, dando autonomia, liberdade de escolha, de ações, educa o ser integral para o bem estar de todos, visa a si e ao seu semelhante, nunca um só, educação que prevê, que age em função da visão macro. Vivenciamos esta retórica educativa por conta do descaso, tanto da escola, que deseja fazer seu nome com ótimos alunos, sem a preocupação de resgatar princípios humanos com os valores reais de vida e da moral, quanto a família, esta desejando apenas colocar seus filhos na escola para terem uma ótima colocação no mercado de trabalho. Precisam estar trabalhando em conjunto no processo ensino-aprendizagem, porém, preocupando-se em como estarão de fato realizando, preparando, desenvolvendo neles e em si mesmos, uma formação de amor, caráter, humanamente implícito o desenvolvimento não apenas cognitivo, mas o principal e emergencial: a sensibilidade. Professores, pais, gestores, alunos, funcionários, todos caminhando para qual direção? Ainda há tempo de reconstruirmos este mundo, no entanto, temos de trabalhar juntos no processo educativo e no sistema educacional, quebrando paradigmas, tabus, utopias, dando destaque à Educação no papel que de fato lhe pertence: prevenção e transformação do Ser Integral. A responsabilidade é de todos. Somente através da Educação poderemos de fato resgatar nossas origens humanas e espirituais. Educar é um ato continuo na troca das experiências, no processo mútuo do aprender, reaprender e apreender, e por fim no educar-se. Eduquemo-nos! *Ronaldo Gomes é Pedagogo, Psicopedagogo, Escritor e Diretor do Instituto Brasileiro de Educação Moral. .................................... Continue a leitura da Edição 71 da Revista ReConstruir.
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