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Eduquemo-nos

Ano 8 - nº 69 - 15 de janeiro de 2009

O educando carece de reais princípios educacionais


por Ronaldo Gomes*

A escola, assim como a família, até os dias de hoje, vem seguindo o que as elites, de cada época, determinam com suas ideologias com fim escravista, mecanicista, tecnicista, conteudista etc. Algumas escolas fazem a diferença trabalhando e desenvolvendo o cognitivo e o afetivo, trazendo a família, a comunidade para o seio escolar de forma participativa, dialógica. E uma grande maioria ainda segue modelos tradicionais, sem dar autonomia, sem a preocupação com a formação do caráter, com o resgatar valores humanos no processo ensino-aprendizagem, na construção mútua entre educador e educando. Professores que seguem a risca sua profissão, sem a preocupação de serem verdadeiros educadores, partindo também da vida e historia de seus educandos e de si mesmos.

Como exemplo parcial, citamos: Na interdisciplinaridade todos os professores planejariam suas aulas em comum acordo diante de fatos que durante o ano anterior marcaram o processo educacional em sala de aula: Se fosse, por exemplo, a violência familiar que marcou, assim cada educador em sua aula realizaria uma pesquisa com seus educandos, via internet, livros, biblioteca, jornais, sobre as causas dessa violência etc.

Depois cada turma iria, a partir das informações coletadas, criando dentro de suas respectivas disciplinas com seus educadores, um resumo, em forma de apresentação cênica, jogral, feira de apresentações com fotos, filmes de acordo com o tema.

A escola pode e deve trabalhar a realidade de seus educandos, não podemos fingir que simplesmente nada está acontecendo, e simplesmente dar conteúdos, sem discutir os fatos inerentes às suas realidades de vida.

A família tem de estar acompanhando a vida escolar de seus filhos, seus feitos, realizações, progressos, frustrações etc.

O educando carece de reais princípios educacionais que os direcionem para a vida, a sua autonomia, seu desenvolvimento cognitivo e afetivo, moral, ético e sua formação de caráter.

São fatores que a escola, através de seus educadores, desde a gestão, funcionários e a família devem estar continuamente lado a lado com o educando.

Chega de brigas partidárias, onde, entra prefeito e sai prefeito, cada um simplesmente ferindo a lei e seguindo suas ideologias político partidária, sem no entanto fundamentar a educação para todos, sem distinção, sem exclusão, porém com fins educacionais de promoção social, política, econômica e humana para toda a sociedade.

Não há que se buscarem culpados, mas necessitamos urgentemente nortear a educação ao que ela representa em nossa vida: Prevenir, transformar, amor, ética, moral, valores humanos e formação do caráter, com autonomia e criticidade.

Afinal, somos homens e não máquinas.

Eduquemo-nos!

*Ronaldo Gomes é Pedagogo, Psicopedagogo, Escritor e Diretor do Instituto Brasileiro de Educação Moral.

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Continue a leitura da Edição 69 da Revista ReConstruir.

 

 

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