Edições anteriores
Quem somos
Nossa palavra
Ibem on line
Observatório
Expediente
Família
Atualidade
Fale conosco
Agenda
Entrevista
Olhar crítico
Pelos caminhos da educação
Contando história
Pensando a educação
Aprendendo educar
Atividades educacionais
Vamos conversar?
Os educadores
Literando
Experiências que dão certo
Eduquemo-nos
Gestão
Cartas dos Leitores
Eu, Educador
Link patrocinado
Página principal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eduquemo-nos

Ano 8 - nº 68 - 15 de novembro de 2008

Não basta ensinar letras, alfabetizar


por Ronaldo Gomes*

O ensino está cada vez mais sendo direcionado para fins conteudistas, visando somente o saber, a corrida pelo primeiro lugar, a pura competição, o ganhar dinheiro é a meta, e ser alguém de posse etc. Escolas e famílias se empenhando em direcionar seus educandos, se é que posso chamar de educando, para fins materialistas do consumismo, do mero saber.

A formação do caráter fica totalmente esquecida; surgem problemas variados de indisciplina nas escolas e nas famílias por conta deste discurso do "ensino de qualidade"; os educandos estão sem direção moral, ética e de sentimentos de humanidade, afinal estas gestões, e os pais, desejam tão somente que estes jovens sejam "alguém" na vida, sem se importarem com suas prerrogativas de seres integrais, espiritualizados e humanos.

Basta dar conteúdos, fomentando nestes o aspecto de tirarem boas notas, estudarem todas as "matérias"; se não desejarem e não se comportarem, os professores em sala de aula podem simplesmente expulsar de sala, e daí por sua vez a escola dá a advertência, que vai até aos pais, que dão suas "broncas", mas que nas aulas seguintes fazem a mesma coisa. Indisciplina, TDAH, limites? Afinal, o que está acontecendo? Conteúdos somente.

Aulas vazias, sem nexo, tão somente jogar informações, professores que sabem muito, com toda certeza, e de fato são profissionais em suas áreas, porém, isso basta?

São mal remunerados, não são reconhecidos, e seguem uma política de puros reprodutores dos desejos das elites. Isso justifica os erros de conduta?

A escola e a família que teimam em não aceitar os fatos que vivenciamos, aterrorizando-nos no dia a dia, devem assumir de vez seu verdadeiro papel de educadores de almas, dos futuros seres humanos em sua formação, que precisam de estímulos, direções calcadas em sentimentos de humanidade, afeto, ternura, ética, dialogo, valores humanos etc.

Não basta ensinar letras, alfabetizar, sala de aula é um espaço de convivência riquíssimo de recursos, que nós educadores podemos em muito realizar se estivermos cônscios de nossas responsabilidades, desde a formação do ensino fundamental ao superior, de que nossos educandos carecem de apoio, limites, ensinamentos éticos, morais, de aulas dinâmicas, debatidas, questionativas, famílias mais presentes em sua formação diária.

Uma escola não pode apenas se preocupar com o saber, deve também desenvolver a afetividade, sensibilização dos verdadeiros sentimentos de humanidade, numa palavra, desenvolver o cognitivo e o afetivo.

Façamos nosso dever de casa urgentemente, ainda há tempo de revermos nossas posturas autoritárias, e de meros jogadores de informação com mentes que precisam de autonomia, liberdade, porém com responsabilidade, que passa por nossos exemplos em sala de aula, na família, em toda sociedade.

Em sala de aula professores que cumpram seu papel de formar cidadãos responsáveis, íntegros, éticos, e cumpridores de suas prerrogativas reais dos valores humanos.

Eduquemo-nos!

*Ronaldo Gomes é Pedagogo, Psicopedagogo, Escritor e Diretor do Instituto Brasileiro de Educação Moral.

....................................

Continue a leitura da Edição 68 da Revista ReConstruir.

 

 

IBEM
Conheça a educação moral e a cultura da paz.
www.educacaomoral.org.br

Interior da Alma
Livros sobre educação, espiritualismo, auto-ajuda.
www.interiordaalma.com.br

Análise e Crítica
Blog de Marcus De Mario sobre assuntos atuais.
http://analiseecritica.blogspot.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ReConstruir
Publicação eletrônica do Instituto Brasileiro de Educação Moral
Todos os direitos reservados