Edições anteriores
Quem somos
Nossa palavra
Ibem on line
Observatório
Expediente
Família
Atualidade
Fale conosco
Agenda
Entrevista
Olhar crítico
Pelos caminhos da educação
Contando história
Pensando a educação
Aprendendo educar
Atividades educacionais
Vamos conversar?
Os educadores
Literando
Experiências que dão certo
Eduquemo-nos
Gestão
Cartas dos Leitores
Eu, Educador
Link patrocinado
Página principal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Contando Histórias

Ano 9 - nº 76 - 15 de setembro de 2009

Gestos que salvam vidas

Mark Merrill

A chuva caía fina e gélida na tarde quieta.

Longe, na estrada, um carro parou. Era pequeno e meio velho.

Um rapaz saltou, levantou o capô e se pôs a mexer em tudo que viu.

O fazendeiro, de onde estava, pensou: * Coitado. Pelo jeito, não entende de mecânica". Vestiu sua capa de chuva e caminhou até a estrada.

O jovem estava muito nervoso, mexia no carro, voltava, tentava dar a partida, passava as mãos pelos cabelos.

*Quer ajuda?"

O rapaz parecia preste a chorar.

*É a bobina". - diagnosticou o fazendeiro, depois de uma boa olhada.

Buscou seu cavalo, rebocou o carro até o seu celeiro e com seu próprio carro, foi à cidade comprar uma bobina nova. Estranhou que, ao chegar à loja, o rapaz não quisesse entrar. Deu-lhe o dinheiro necessário e disse que tinha vergonha, por estar molhado.

Algum tempo depois, com o carro funcionando, pronto para partir, a esposa do fazendeiro insiste para que fique para o jantar. Não era hábito convidar estranhos para adentrar a casa. Contudo, aquele rapaz parecia aflito, meio perdido. Poderia, talvez ser seu filho.

Ele quase não comeu. Continuava preocupado, ansioso.

A chuva se fez mais forte. O casal preparou o quarto de hóspedes e pediu que ficasse. Na manhã seguinte, suas roupas estavam secas e passadas. Ele se mostrava menos inquieto. Alimentou-se bem e despediu-se.

Quando pegou a estrada, aconteceu uma coisa estranha. Ele tomou a direção oposta da que seguia na noite anterior. Isto é, voltou para a capital. O casal concluiu que ele se confundira na estrada.

O tempo passou. Os dias se transformaram em semanas, meses e anos. Então, chegou uma carta endereçada ao fazendeiro:

"Sr. Mcdonald, Não imagino que o senhor se lembre do jovem a quem ajudou, anos atrás, quando o carro dele quebrou. Imagine que, naquela noite, eu estava fugindo. Eu tinha no carro uma grande soma de dinheiro que roubara de meu patrão. Sabia que tinha cometido um erro terrível, esquecendo os bons ensinamentos de meus pais. Mas o senhor e sua mulher foram muito bons para mim. Naquela noite, em sua casa, comecei a ver como estava errado. Antes de amanhecer, tomei uma decisão. No dia seguinte, voltei ao meu emprego e confessei o que fizera. Devolvi todo o dinheiro ao meu patrão e lhe implorei perdão. Ele podia ter me mandado para a prisão. Mas, por ser um homem bom, me devolveu o emprego. Nunca mais me desviei do bom caminho. Estou casado. Tenho uma esposa adorável e duas lindas crianças. Trabalhei bastante. Não sou rico, mas estou numa boa situação. Poderia lhe recompensar generosamente pelo que o senhor fez por mim naquela noite, mas não acredito que o senhor queira isso. Então resolvi criar um fundo para ajudar outras pessoas que cometeram o mesmo erro que eu. Desta forma, acredito poder pagar pelo meu erro. Que Deus o abençoe, senhor, e a sua bondosa esposa, que muito me ajudou".

Enquanto o casal lia, os olhos se encheram de lágrimas.

Pequenos gestos de ajuda podem salvar vidas.

....................................

Continue a leitura da Edição 75 da Revista ReConstruir.

 

 

IBEM
Conheça a educação moral e a cultura da paz.
www.educacaomoral.org.br

Interior da Alma
Livros sobre educação, espiritualismo, auto-ajuda.
www.interiordaalma.com.br

Análise e Crítica
Blog de Marcus De Mario sobre assuntos atuais.
http://analiseecritica.blogspot.com

 

 

ReConstruir
Publicação eletrônica do Instituto Brasileiro de Educação Moral
Todos os direitos reservados