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Contando Histórias

Ano 8 - nº 67 - 15 de outubro de 2008

O peixe pixote

Autor Desconhecido

Pixote vivia num lago, sempre muito infeliz. Ele não gostava do lago. Lá era tudo muito escuro, escuro que nem breu, e Pixote morria de medo do escuro.

Toda hora ele ia até a margem do lago. Botava a cabeça pra fora e achava tudo lindo.

Céu azul, grama, sol. Flores para todo lado. Criança, gato, cachorro, e era tão colorido, tão alegre, tão claro! Pixote queria morar na grama entre as árvores. Ele ficava um tempo na margem do lago, mas tinha de voltar pra água para respirar. Para não morrer.

Pixote começava a nadar de novo, no meio do lago. Era uma escuridão sem fim, uma feiúra sem fim, uma tristeza sem fim.

E a vida de Pixote era assim. Da água para margem e da margem para a água. Sempre sozinho, cheio de medo, infeliz da vida.

Um dia, Pixote estava nadando e olhando os outros peixes.

Eles brincavam, contentes, nas águas claras do lago. De repente, Pixote pensou:

- Ué! Outros peixes? Águas claras? O que aconteceu? Será que vim parar em outro lago sem saber?

E olhava para todo lado e via um monte de coisas novas, via pedras de todos os tamanhos, de todas as cores. E plantas aquáticas, sapos, rãs. Até sapatos velhos e brinquedos de crianças tinha lá! E era tudo tão lindo!

A água meio azulada, cheia de claros e escuros, cheia de brilhos. Uma beleza mesmo. Pixote olhava e ria.

- Cadê a escuridão? Cadê o medo?

Pixote estava era contente, feliz da vida. De repente, Pixote descobriu o que tinha acontecido, e começou a rir.

- Eu sou mesmo um pateta! Ficava nadando pra lá e pra cá, morrendo de medo do escuro... Lógico! eu só nadava de olhos fechados!

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Continue a leitura da Edição 67 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

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