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Contando Histórias

Ano 7 - nº 60 - 16 de agosto de 2007

Os pèssegos

Autor Desconhecido

CARLOS, PEDRO E Marcel estavam jogando bola, quando chegou o pai, com um pacotinho na mão.

"Adivinhem!" - gritou ele, mostrando o pequeno embrulho.

Carlos, Pedro e Marcel correram em direção ao pai.

"Adivinhem!" - repetiu o pai - "São da chácara da vovó".

"Já sei!...São ameixas!" - exclamou Carlos.

"Maças!" - gritou Pedro.

"Pêras!" - disse Marcel, indeciso.

"Hum!..." - comentou o pai, sorrindo - "Vocês são ruins no jogo do adivinha". E, abrindo o pacote, mostrou:

"Pêssegos!..." - gritaram os meninos.

"A fruta mais gostosa do mundo!..." - exclamou Marcel, com os olhos cheios de gula - "E que lindos!".

Eram mesmo uma beleza!...Enormes...Cinco ao todo. Marcel não podia se conter e logo fez um cálculo:

"Um é para mamãe, outro para o papai, outro para Pedro, outro para Carlos e o maior para mim..."

"Esganado!..." - exclamaram os irmãos.

Mas o pai explicou:

"Não há maior, nem menor...O que há mesmo é uma recomendação: vocês só vão comer os pêssegos logo mais, à tarde, depois do lanche...certo?"

Os meninos ficaram desapontados...Resmungaram, carrancudos...Mas não adiantou nada: papai falava, papai mandava. O dia passou. E, à noite, quando todos estavam reunidos, o pai perguntou:

"Então, comeram os pêssegos?".

"Eu comi, - disse o Carlos - e que bom que era! Guardei o caroço e hei de plantá-lo para nascer uma árvore".

"Muito bem, muito bem" - respondeu o pai - "É bom pensar no futuro...E você, Pedro?".

"Ah! Eu comi todinho...abri o caroço e dei a Marcel o que estava dentro".

"Muito bem, muito bem. É bom pensar nos irmãos". E, virando-se para Marcel, perguntou: "E você, filho, comeu o pêssego?"

"Eu...eu não comi não. Eu lembrei do Jorge, o filho da vizinha. Sabe, ele está muito doente, e o doutor disse que ele precisa de frutas, então levei o pêssego para ele".

"Muito bem, muito bem. É bom pensar nos doentes".

Depois o pai continuou: "Interessante! Cada um de vocês teve uma idéia diferente. Qual foi a melhor de todas?"

Houve um pequeno silencia. Pequeno, muito pequeno mesmo, porque Pedro logo falou:

"Eu acho que...acho que foi a do Marcel..."

"Eu também acho" - concordou Carlos.

E, batendo carinhosamente na cabeça do irmão, acrescentou:

"Você é o maior, hein mano?".

Utilize esta história em sala de aula para trabalhar a solidariedade e a fraternidade para com o outro, seja um familiar, um amigo ou um desconhecido, lembrando que hoje podemos ajudar, mas amanhã talvez sejamos nós os necessitados de ajuda solidária. Quem ajuda será ajudado.

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Continue a leitura da Edição 60 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

 

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