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Contando Histórias

Ano 7 - nº 59 - 17 de julho de 2007

Os Três Machados

Autor Desconhecido

VOU CONTAR A vocês uma história que a vovó, as mamães e os papais há muito tempo já ouviram de suas vovós, de suas mamães, de seus papais. É mesmo uma historinha muita antiga. O nome dela é "Os três machados".

Era uma vez um rachador de lenha.

Era verão. Fazia muito calor. O homem estava bastante cansado! Já havia cortado muita lenha! Por isso dirigiu-se à margem do rio que por ali passava, deitou-se na relva e, colocando o machado ao lado, preparou-se para uma soneca. Ainda bem não tinha fechado os olhos, sentiu uma comichão desagradável na mão. Virou-se logo para coçá-la, mas fez um movimento tão brusco que empurrou o machado para dentro do rio.

Coitado! O machado era o seu ganha-pão!

O pobre homem sentou-se muito aflito, e começou a chorar.

"Que fazer?" pensava.

"Não sei nadar".

Nisto, apareceu-lhe um nadador e perguntou:

"Que tem você?...Por que chora?"

E ele respondeu:

"Que hei de fazer, senhor! Perdi o meu machado que era o meu ganha-pão!"

O nadador nada disse, mas atirou-se ao rio, e, depois de algum tempo, trouxe lá do fundo um machado de ouro. Era lindo! Brilhava à luz do sol!

"É este?" - perguntou o nadador.

O rachador de lenha nunca havia visto um machado como aquele. Era mesmo uma beleza! Mas respondeu logo:

"Não, senhor, o meu não é nem tão belo, nem tão valioso como este."

O nadador, sem dizer nada, tornou a dar outro mergulho e trouxe do fundo do rio um outro machado. Era um machado de prata!

"É este?" - perguntou.

"Também não!" - respondeu o rachador

"O meu ainda não é tão bonito nem tão valioso."

O nadador deu o terceiro mergulho e apareceu com um machado de ferro.

"É este?"

"É, sim senhor! É este mesmo!" - respondeu o rachador, muito contente.

Então, o nadador, com um sorriso de satisfação, falou-lhe com bondade:

"Leve com você os três machados: o de ouro, o de prata e o de ferro."

O rachador ficou admirado! E, muito agradecido e feliz, foi correndo contar aos companheiros o que lhe havia acontecido. Então, pensou um deles:

"Que pechincha! Vou arranjar também um machado de ouro e outro de prata".

E se assim pensou, assim fez. Atirou no rio seu machado de ferro e, depois, sentou-se na relva, pondo-se a chorar. O nadador apareceu.

"Que tem você? Por que chora?"

O homem respondeu logo:

"Senhor! Perdi meu ganha-pão! Meu machado caiu no rio."

O nadador, sem nada dizer, mergulhou e voltou com o machado de ferro.

"É este?" - perguntou.

Muito depressa, o homem respondeu:

"Não, senhor! O meu machado é de ouro!"

Então o nadador falou zangado:

"Pois se não é este, vou levá-lo comigo."

E atirou-se ao rio com o machado de ferro, deixando o homem desapontado e muito arrependido do que havia feito.

....................................

Continue a leitura da Edição 59 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

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