Ano 10 - nº 86 - Maio de 2011 - A revista do educador
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Atualidade
Da Redação
Diretrizes para o ensino médio


O governo federal quer colocar o ensino médio em novos trilhos, e para isso está colocando na mesa novas propostas, entre elas a integração entre a educação profissional e o ensino médio tradicional, a flexibilização do currículo, a introdução de disciplinas optativas, tudo isso visando, ao mesmo tempo, formar os jovens para continuar os estudos no ensino superior e prepará-los para o mercado de trabalho.

A verdade é que o ensino médio brasileiro está muito longe de ter bom índice de conclusão: evasão e repetência são muito elevados. Isso fica claro quando comparamos os índices. Na União Européia o índice de conclusão é de 79%. Nos Estados Unidos chega a 89%. No Brasil, somente 37% dos jovens de 18 a 24 anos já completaram essa etapa do ensino.

O Ministério da Educação (MEC), para aumentar esse índice, aposta suas fichas na ampliação da educação profissional, hoje ocupando  apenas 14% das matrículas.

Pesquisas apontam que o estudante que faz o ensino médio aliado a uma formação técnica profissional, tem 50% mais chance de arrumar emprego.

Na mesa de debate estão programas como o Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec), para financiar cursos profissionalizantes no nível médio em instituições particulares para pessoas de baixa renda; o Escola Técnica Aberta do Brasil (E-Tec Brasil), que ministra educação a distância, no âmbito das instituições públicas de ensino; o Ensimo Médio Inovador (EMI), aumentando a carga horária para mil horas e a destinação de 20% dessa carga à oferta, pela escola ou por parceiros, de disciplinas eletivas.

Entretanto, há um descompasso entre as esferas governamentais. Algumas propostas estão emperradas no legislativo. E a opinião pública pouco participa do debate.

Para onde vai o ensino médio? Ainda não temos resposta.



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