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Atualidade

Ano 9 - nº 84 - 15 de julho/agosto de 2010

Jovens analfabetos

por Marcus De Mario*

Está na mídia o resultado de mais uma pesquisa relaciona à educação brasileira. Eis o que temos:

"A Síntese dos Indicadores Sociais (SIS) do IBGE - análise baseada principalmente em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2010 - indica que, em 2009, 9,7% dos brasileiros com 15 anos ou mais são analfabetos, o equivalente a 14,1 milhões de pessoas. Apesar de o dado ser negativo, ele apresenta melhora significativa em relação a 1999, quando 13,3% da população nessa faixa etária eram analfabetos. Segundo o IBGE, 42,6% dessas pessoas têm 60 anos ou mais - outra grande parcela de analfabetos (35,4%) tem entre 40 e 59 anos -; 10,2% são negros e 58,8% pardos; 52,2% residem no Nordeste; 16,4% das pessoas que vivem com meio salário mínimo de renda familiar per capita (a renda total da família) são analfabetas. O IBGE destaca ainda que o analfabetismo teve queda de 1999 para 2009 entre pessoas com até 39 anos de idade, principalmente na faixa etária de 15 a 24 anos (7,2 pontos percentuais de quedas entre homens e 3,9 entre mulheres). O peso do grupo com 60 anos ou mais também aumentou, passando de 34,4% do total em 1999 para 42,6% em 2009. Curiosamente, essa faixa etária é a única na qual as mulheres são maioria entre os analfabetos. Isso se deve, de acordo com o IBGE, ao fato de mulheres normalmente viverem mais que os homens, ou seja, há mais mulheres entre os idosos do que homens".

Bem, apesar do analfabetismo ter diminuído nos últimos 10 anos, o quadro ainda é preocupante, pois considerar que 14 milhões de brasileiros continuam analfabetos - isso sem somarmos os analfabetos funcionais - é realmente muito triste, ainda mais diante de tantos programas governamentais para erradicar o analfabetismo.

As políticas públicas realmente precisam melhorar. Isso é urgente. E a escola necessita rever seu trabalho, pois um bom universo de jovens está fora dee suas salas.

Sai governo, entra governo, e o passo continua de tartaruga, mostrando que temos mais discurso do que ação. Até quando os índices vão continuar assustadores?

*Marcus De Mario é Educador, Escritor e Diretor Geral do Instituto Brasileiro de Educação Moral.

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Continue a leitura da Edição 84 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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