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Atualidade Ano 9 - nº 80- 15 de março de 2010 Qualidade no ensino superior por Marcus De Mario* O Ministério da Educação (MEC) anunciou a suspensão de cursos, ou aumento de vagas, em algumas instituições de ensino superior, pelo fato de terem assinado protocolo de adequação dos cursos para normas de qualidade, e não terem cumprido as metas. É mais um passo que o governo dá em direção à moralização das universidades brasileiras, que estão, em boa parte, com baixos índices de qualidade no ensino, segundo critérios de avaliação do Ministério. É muito bom vermos finalmente as autoridades educacionais agirem, depois de três décadas de crescimento descontrolado dos centros particulares de ensino superior. Esse crescimento não foi correspondente em qualidade, e como as vagas ficam ociosas em 50%, segundo últimas pesquisas divulgadas, assistimos uma caça ao aluno com promessas mirabolantes, descontos nas mensalidades, testes de acesso ínfimos etc. Tudo isso nivela por baixo o ensino superior e deve ser combatido. É notório em determinadas regiões do país, e disso não escapam as capitais, determinadas faculdades não terem boa reputação no mercado de trabalho. Universidades que mantém cursos de mestrado recusam graduandos com formação nesta ou naquela instituição, por já saberem que ali o ensino é fraco, de má qualidade. Diante dessa realidade, o MEC demorou para agir, mas ainda bem que, desde o ano passado, tem realizado ações avaliativas e administrativas mais rigorosas. Preservar a boa qualidade do ensino superior é fundamental para termos cientistas, pensadores e pesquisadores de gabarito para fomentar o desenvolvimento do país.
*Marcus De Mario é Educador, Escritor e Diretor Geral do Instituto Brasileiro de Educação Moral. .............................. Continue a leitura da Edição 80 da Revista ReConstruir.
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