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Atualidade

Ano 9 - nº 75 - 15 de agosto de 2009

Amor e aprendizagem

por Marcus De Mario*

Quem não sabe que a aprendizagem vai bem melhor quando o ensino é feito com amor? Quando o aluno tem empatia com o professor, e o professor com o aluno? Infelizmente boa parcela do professorado parece não saber disso, ou, por algum motivo, prefere ignorar essa verdade. Parece que é mais fácil repetir velhor padrões de ensino, mesmo vivenciando diariamente o fracasso desses padrões.

Entretanto, não culpemos somente o professor. Um olhar crítico sobre os cursos superiores de formação, as tão conhecidas faculdades de pedagogia, mostra que existe um descompasso entre teoria e realidade. Dificilmente encontramos na grade curricular desses cursos as palavras escola e sala de aula. Conteúdos muito importantes para a prática do magistério, como didática e prática de ensino, são pouco explorados, e se perdem num emaranhado de estudos teóricos pouco úteis para o dia a dia do professor nos desafios do processo ensino-aprendizagem.

Aliás, por falar nas faculdades de pedagogia, alguém pode indicar onde se dá aula sobre amor? Onde se ensina a amar? Onde afetividade e desenvolvimento emocional são prioridades na formação do futuro professor?

Diariamente a escola recebe alunos com carência afetiva, necessitados de abraço, respeito, carinho, estímulos positivos. São crianças com baixa autoestima, tratadas por pancadas, discriminadas pela cor da pela e pela origem social. Se amadas, aos poucos conseguem superar todos esses estigmas, do contrário, são flores murchas, ressecadas, amargas, isso quando não encontram na violência a única forma de mostrar a própria existência.

Não importa se a escola é pública ou particular, o certo é que a criança melhor se desenvolve num ambiente em que é bem acolhida, em que se sente bem, encontra estímulos. Amor e aprendizagem são indisociáveis, só resta os educadores fazerem essa maravilhosa descoberta.

*Marcus De Mario é Educador, Escritor e Diretor Geral do Instituto Brasileiro de Educação Moral.

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Continue a leitura da Edição 75 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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