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Atualidade Ano 8 - nº 71 - 15 de abril de 2009 Tecnologia e ensino por Marcus De Mario* Computador e outros aparatos tecnológicos seduzem crianças e jovens e, cada vez mais, são presentes no cotidiano escolar. Há escolas que proibem o uso do celular e restringem o acesso ao computador nos limites do laboratório de informática. Outras, pelo contrário, transformam a sala de aula a partir da tecnologia de informação, equipando os espaços com notebooks, conexão de alta velocidade à internet, lousas multimídia. A pergunta que se faz é: qual o ganho real que a tecnologia traz para a aprendizagem no âmbito escolar? Não há consenso na resposta. Para alguns educadores ela faz toda a diferença, para outros empobrece a visão do mundo. Cremos que a geração digital é irreversível. A tecnologia aí está e adquire cada vez mais espaço na sociedade. Lutar contra essa realidade é utopia. A questão é saber bem utilizá-la. Crianças e jovens precisam saber que no processo ensino-aprendizagem não é válido pesquisar na internet, escolher um ou outro conteúdo, copiá-lo e colá-lo, sem sequer ter o trabalho de ler, quanto mais escrever. A tarefa estará empobrecida e não trará ganho real ao estudante. Se a informatização da educação se espalha pelo mundo, não é menos certo que o ensino anda às voltas com problemas e mais problemas, e que os computadores não estão resolvendo esses problemas. Isso é fácil de explicar: computadores e outros aparatos tecnológicos são apenas máquinas sofisticadas que dependem do homem para terem alguma utilidade. Uma sala de aula informatizada pode encher os olhos, mas isso não siginifica que o aprendizado ficará melhor. Pode mesmo piorar. Tecnologia como forma de auxílio ao processo de aprendizagem, é defendida por alguns estudiosos do tema. Para que isso aconteça há uma condição essencial: a formação adequada do professor para desenvolver uma consciência crítica em relação ao uso dos meios tecnológicos. Sem isso, o trabalho poderá não surtir o efeito desejado. Nenhuma tecnologia pode substituir o afeto humano, o diálogo construtivo. O prazer de aprender deve motivar o estudante. A criatividade humana deve estar sempre presente. Com o tempo, acreditamos, vamos encontrar o ponto de equilíbrio entre tecnologia e ensino. *Marcus De Mario é Educador, Escritor e Diretor Geral do Instituto Brasileiro de Educação Moral. .............................. Continue a leitura da Edição 71 da Revista ReConstruir.
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