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Atualidade

Ano 8 - nº 67 - 15 de outubro de 2008

Exploração infantil

da Redação

Cinco milhões de crianças. Esse é o número divulgado pelos Ministérios da Educação e do Trabalho, sobre o número de crianças que realizam trabalho escravo no Brasil, com renda mínima ou mesmo sem nenhuma recompensa financeira. E não é a recompensa financeira que ameniza o quadro, pois o trabalho abaixo da idade de 16 anos é proibido por lei, com a única exceção do trabalhador aprendiz, mas obedecendo todos os requisitos da lei, o que não é respeitado por empreendedores inescrupulosos que roubam a infância e a escolarização das novas gerações.

Essa estatística mostra também outro lado da questão: a incipiente fiscalização, pois reportagens televisivas e nos jornais insistem em escancarar o problema, sem que as autoridades públicas tomem medidas repressoras enérgicas. Em algumas regiões do país o trabalho escravo infantil é cíclico, explorando mais de uma geração da mesma família.

Quanto aos pais, muitos igualmente explorados quando crianças, são em grande parte analfabetos, ou tendo um mínimo incipiente de escolarização, sem recursos financeiros para evitar que seus filhos trabalhem para complementar a renda familiar, renda que mal dá para a sobrevivência.

Infelizmente o quadro é mais profundo do que muitas pessoas podem imaginar, ao acreditarem que a escravatura infantil só acontece em rincões perdidos deste Brasil. Ela acontece também nos grandes centros urbanos, quando famílias contratam para os serviços domésticos meninas menores de idade. Ou quando os pais colocam seus filhos e agregados para pedir esmolas ou vender balas e doces nos cruzamentos das ruas. E, ainda mais chocante, quando fazem a exploração sexual dos filhos através da prostituição.

Enquanto não limparmos essa mancha social, colocando todas as crianças na escola e dando trabalho digno e bem remunerado aos pais, não poderemos levantar a bandeira de país desenvolvido.

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Continue a leitura da Edição 67 da Revista ReConstruir.

 

 

 

 

 

 

 

 

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