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Atividades educacionais Da Redação Jogos e brincadeiras ecológicos
MICROEXCURSÃO
Material: - Pedaços de
barbantes iguais (de 1 a 2 metros); - Lupas de mão
(ideal, mas não essencial).
Procedimento: - Comece pedindo que
estendam os barbantes sobre a parte do solo mais interessante que
puderem encontrar. - Forneça a cada
criança uma lupa mágica, de modo que, ao observar uma formiga,
sinta-se do tamanho dela. - Você poderá
fazer perguntas que estimulem a imaginação das crianças: “Que
mundo você está percorrendo neste momento? Quem são seus vizinhos
mais próximos? Eles são amigos? Estão trabalhando muito? Que tal
ser aquele besouro verde-metálico? Como ele passa o dia?”. - Os
“excursionistas”, deitados de bruços, analisam cada centímetro
da trilha, examinando pequenas maravilhas da natureza, tais como uma
folha de grama dobrada, besouros coloridos salpicados de pólen das
flores, aranhas de mandíbulas enormes e com oito olhos, pedrinhas
minúsculas. Como as crianças pequenas gostam especialmente de
objetos minúsculos, sua intensa absorção no mundo da floresta em
miniatura será surpreendente.
Considerações
e Sugestões: - No início, diga
às crianças que seus olhos não devem ficar mais do que vinte ou
trinta centímetros distante do solo. - Peça para
contarem para os colegas o que viram em sua “excursão”. - Podem também
fazer um relato em desenho. Uma boa forma é fazer uma colagem com o
barbante em uma cartolina e deixar que cada um desenhe o que viu ao
longo do barbante colado.
ECOSSISTEMA Material: - Um rolo de
barbante - Pedaços de papel - Uma caneta
“hidrocor”
Procedimento: - As crianças
formam um círculo. O líder coloca-se dentro do círculo, próximo
da margem, segurando um rolo de barbante, e então pergunta: “Quem
pode me dizer o nome de uma planta que cresce nessa área?...
Cenoura... Ótimo! Venha aqui, Srta. Cenoura, e segure a ponta do
barbante. Há um animal por aqui que gosta de comer cenouras?...
Coelho!... Ah, uma bela refeição! Sr. Coelho, segure aqui neste
barbante; você esta ligado à Srta. Cenoura porque depende dela para
se alimentar. Agora, quem se alimenta de coelho?”. - Continue ligando
as crianças por meio do barbante à medida que vão surgindo
relacionamentos com o restante do grupo. Introduza novos
elementos e considerações, tais como outros animais, solo, água,
ar e assim por diante até que todas as crianças do círculo estejam
interligadas, formando uma teia, como um símbolo do entrelaçamento
da vida. Vocês acabaram de criar seu próprio ecossistema. - Para demonstrar
como cada elemento é importante para uma comunidade, imagine um
motivo plausível para retirar um elemento do conjunto. Por exemplo,
o fogo ou alguém que destrói uma árvore. Quando uma árvore cai,
arrasta consigo o barbante que está segurando; qualquer um que sinta
um puxão em seu barbante foi, de alguma forma, afetado pela morte da
árvore. Agora todos os que sentiram um puxão por causa da árvore
também devem fazer o mesmo. O processo continua até que cada
elemento demonstre ter sido afetado pela destruição da árvore.
Considerações
e Sugestões: - Esta é uma
brincadeira que torna bastante evidente os interrelacionamentos
essenciais entre todos os membros de uma comunidade natural. - O encadeamento
retrata com clareza como o ar, as pedras, as plantas e os animais
trabalham juntos na equilibrada teia da vida. - Pode-se escrever
(ou desenhar) os animais, plantas e outros em um pedaço de papel e
colar na camisa de cada um para não esquecerem. - Ao invés de puxar
o barbante para o colega sentir, pode-se soltá-lo e assim afrouxar a
teia, de modo que com alguns elementos fora do “ecossistema”, a
teia fique sem sustentação.
PASSEIO DA
LAGARTA Material: - Venda para os
olhos de cada criança. - Papel para desenho
e lápis de cor.
Procedimento: - Leve as crianças
a um local secreto e isolado.
- Depois de colocar
vendas nos olhos de todas, forme uma fila, onde cada criança deverá
colocar o braço no ombro da que está à frente dela. - Conforme você as
conduz, diga-lhes que deverão ouvir, cheirar e sentir o que se passa
ao redor, o mais que puderem. - Faça paradas
frequentes em pontos interessantes, tais como árvores e rochas
diferentes, ou para que sintam o perfume de uma flor ou de um
arbusto. Quanto mais variados forem os elementos, tanto melhor. Para
isso, em um ambiente natural, caminhem dentro e fora da trilha, sigam
um leito seco de rio ou saiam de clareiras ensolaradas. - Quando achar que
já caminharam o suficiente, retire as vendas. Agora as crianças
devem tentar encontrar o caminho de volta até o ponto de partida. - Às vezes, antes
do retorno, pode-se pedir que desenhem ou façam um traçado de como
elas acham que foi o caminho e os locais por onde passamos. Assim,
elas aprenderão a transformar em figuras os sons, cheiros e toques
que sentiram. Sempre que possível, deixe que as crianças descubram
o caminho de volta por conta própria.
Considerações
e Sugestões: - Atenção: filas
com mais de seis crianças com os olhos vendados causam confusão e
ficam difíceis de conduzir. - Esta brincadeira,
ideal para o ar livre, pode e deve ser adaptada, para o prédio da
escola, por exemplo. Inicie a brincadeira em um ponto, como da
própria sala de aula, e percorra diversos locais da escola.
Peça-lhes então, quando terminar o passeio, para que digam por onde
passaram e o que ouviram e sentiram. É uma forma de prestarem
atenção na escola de outra maneira, além da visão. - Discuta, neste
caso, o que eles acharam da escola, se ela é barulhenta, se deve ou
não ser assim, se o ambiente está limpo (cheiro do banheiro, por
exemplo), como seria para eles caminharem por um lugar desta forma
que tivesse cheio de lixo, entre outras coisas. - Pode-se também
discutir a dificuldade de alguém que não enxergue e de como ele
“vê” o mundo.
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